Brasil
11/11/2008 - 12h57

Múcio defende "janela" para políticos trocarem de partido sem serem punidos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) defendeu nesta terça-feira a manutenção de uma espécie de janela --prazo ampliado-- para que os políticos tenham tempo para trocar de partido. A idéia será debatida com integrantes de todas as legendas antes de ser incluída na proposta final da reforma política a ser enviada ainda neste mês ao Congresso Nacional.

"Há um desejo de todos, que vai ao encontro do que a Justiça pensa: de que haja uma oportunidade [para a troca de legenda]. Hoje você em hipótese alguma pode mudar de partido. Existem várias idéias, inclusive uma tramitando na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça, que tratam do assunto]", afirmou Múcio.

Para o ministro, uma das alternativas seria autorizar que os detentores de mandato --deputados federais e estaduais, senadores, governadores e vereadores-- possam um mês antes da convenção partidária, trocar de legenda.

"Três anos, quatro ou cinco meses depois que você serviu ao seu partido e foi fiel ao seu mandato, você possa mudar", disse Múcio. Mas ele destacou que a decisão final sobre o troca-troca será do Congresso.

A reação do ministro ocorre um dia antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) tratar de questões relativas à fidelidade partidária, já que amanhã está previsto o julgamento de casos que questionam se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teria poderes para fixar prazos para a troca de legendas.

"A sociedade já absorveu, nossos políticos também, essa questão da fidelidade partidária. Os mandatos pertencem aos partidos e acho que, durante essa legislatura, nós todos experimentamos um tempo diferente na Casa [Congresso]. Aquele tempo de mudança de partido foi superado", disse Múcio.

Na tarde desta terça-feira, Múcio e o ministro Tarso Genro (Justiça) irão à Câmara para uma reunião na qual o único tema de discussão será a reforma política. Na semana passada eles conversaram com parlamentares de várias legendas em busca de um consenso e condições para a aprovação da proposta.

Comentários dos leitores
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. sem opinião
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Sr. Ernani, aqui em Santa Catarina as coisas não são muito diferentes dos demais Estados da federação. Achar que o governo que não dá aumento e ser contra o Professor, LHS em 7 anos de governo deu 1% de reajuste ao magistério catarinense. JBMS. sem opinião
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Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Se voce é um dos que estão reclamando da educação, cobre aí do governador do seu estado ou do prefeito da sua cidade porque as escolas são estaduais ou municipais. Agora se voce está em São Paulo a cobrança tem que ser grande mesmo porque os alunos das escolas públicas do estado ficaram lá nos últimos lugares nos testes que foram aplicados para os alunos das escolas públicas de todas as unidades da federação 3 opiniões
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