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Brasil
12/11/2008 - 08h46

Protógenes escolheu suíte 555 de hotel em SP para abrigar QG da Satiagraha

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ANA FLOR
da Folha de S.Paulo

Ao montar a estrutura em São Paulo para a ofensiva que resultaria na Operação Satiagraha, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz escolheu a suíte número 555 do hotel São Paulo Inn para servir de base das investigações em São Paulo.

A repetição de números agradara o delegado, segundo um dos gerentes do hotel. Com dois quartos laterais, 554 e 553, que hospedariam quatro agentes do caso, o quartel-general da Satiagraha ocupou, por oito meses, a ala oeste do último andar do hotel.

Joel Silva/Folha Imagem
Corredor do hotel onde policiais ficaram durante as investigações da Satiagraha
Corredor do hotel onde policiais ficaram durante as investigações da Satiagraha

Segundo funcionários, havia pelo menos quatro anos que o São Paulo Inn era utilizado como QG das operações do delegado na cidade. Foi assim durante investigações que levaram à prisão do ex-prefeito Paulo Maluf e seu filho Flávio, em 2005, e da operação que prendeu Law Kin Chong, em 2004. O local oferece descontos para a PF.

A partir de dezembro de 2007, o quinto andar do prédio de 1926, projetado por Ramos de Azevedo --que assina, entre outros, o Teatro Municipal--, recebeu poucos hóspedes de fora da operação que investigou o banqueiro Daniel Dantas. Nem mesmo faxineiras tinham autorização para entrar nos quartos. A limpeza era sempre feita com a supervisão de um policial.

Um agente permanecia no local para garantir a proteção das informações contidas em documentos, papéis e em três computadores levados pelos policiais. Jamais a chave ficava na recepção.

Protógenes não ficava hospedado no São Paulo Inn, mas no Shelton Inn, nas proximidades. Chegava cedo e subia ao quinto andar, onde às vezes permanecia até a noite. Das janelas do quarto, a vista era o início da rua 25 de Março.

Logo após a operação ser deflagrada, em julho, os apartamentos foram esvaziados.

Apesar de ter sido a mais longa estada de agentes em uma mesma operação, não foi, em número de participantes, a mais movimentada. Segundo um gerente, na operação que levou à prisão de Chong, 80 policiais se hospedaram lá.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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