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Brasil
12/11/2008 - 10h18

Coordenador da Abin deu à PF nomes de arapongas

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RUBENS VALENTE
ANA FLOR
da Folha de S.Paulo

A operação da Polícia Federal que, na semana passada, apreendeu documentos e computadores em casas e locais de trabalho de servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) fez estremecer as relações entre os dois órgãos. A Abin e a associação de servidores reclamaram da exposição de agentes e da apreensão indiscriminada de documentos.

Relatório que integra a investigação revela que partiram de um alto funcionário da Abin os nomes e lotações de servidores da agência que passaram a ser ouvidos pelo delegado da Corregedoria da PF que toca o inquérito, Amaro Vieira Ferreira.

Durante depoimento, o então coordenador de operações de Contra-Espionagem da Abin, José Ribamar Reis Guimarães, entregou à PF "uma tabela" com os nomes de pelo menos 61 servidores da agência que participaram da Operação Satiagraha, alvo de investigação da Corregedoria.

Guimarães, segundo relatório da PF entregue à Justiça Federal, "tinha por responsabilidade todas as operações de contra-espionagem da Abin, cujos planos de operação fossem de Brasília".

De acordo com o relatório de Amaro, Guimarães "apresentou relato coerente dos trabalhos realizados pelo pessoal da Abin, nesse apoio à PF, tendo identificado nominalmente os servidores designados para o trabalho, indicando inclusive períodos de atuação, deixando claro que houve mobilização de diversos servidores, de diversas unidades da Federação, para compor equipes específicas".

A tabela relacionou servidores lotados nas superintendências da Abin de Brasília, PR, MG, RS, PA, CE, BA, MA, RJ, GO e MS.

Segundo o relatório da PF, Guimarães passou a ajudar a PF a partir de "determinação" de seu superior, Paulo Maurício Fortunato Pinto, diretor do departamento de Contra-Inteligência. Em depoimento à CPI do Grampo, Pinto havia dito que seu colega "foi a pessoa da agência que coordenou os demais agentes no apoio dado ao delegado Prótogenes Queiroz".

A partir da tabela com nomes e locais, o delegado Amaro tomou o depoimento de três oficiais de inteligência, de dois agentes de inteligência e de um auxiliar administrativo da Abin de Brasília; de um agente de operações, um agente de inteligência e um auxiliar administrativo de Goiás; e, de um agente de informações e um auxiliar da superintendência do RJ.

Procurada ontem por e-mail e telefone, a assessoria de comunicação da Abin não havia respondido, até o fechamento desta edição, a um pedido de esclarecimentos sobre o depoimento de Reis Guimarães.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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