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Brasil
12/11/2008 - 17h11

Oposição ameaça apresentar relatório paralelo na CPI dos Grampos com indiciamentos

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Depois das divergências entre a Polícia Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) nos desdobramentos da Operação Satiagraha, parlamentares da oposição decidiram apresentar um relatório paralelo na CPI das Escutas Clandestinas da Câmara caso o relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não sugira indiciamentos de integrantes da PF ou da agência ao final dos trabalhos da comissão.

Os oposicionistas argumentam que a CPI não pode encerrar os trabalhos sem sugerir indiciamento dos principais envolvidos em supostas escutas telefônicas clandestinas, realizadas durante a Satiagraha.

"Há elementos para pedirmos indiciamentos. Vamos preparar voto em separado caso o relator não apresente esses pedidos. Se não houver esse gesto da comissão, será a diminuição da CPI", afirmou o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

A oposição ainda não definiu os pedidos de indiciamento que pretendem sugerir no voto paralelo. Os deputados do PSDB pediram um levantamento técnico de todos os depoimentos prestados à comissão para encontrar indícios de falso testemunho --o que justificaria o indiciamento.

"Indiciamento ainda não é o julgamento. Os últimos fatos mostram que não há como a CPI fugir disso", afirmou o deputado. O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), já defendeu publicamente o indiciamento do diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda.

Itagiba disse ser favorável ao indiciamento de todos os que "faltaram com a verdade" nos depoimentos à comissão. O presidente da CPI argumenta que Lacerda, em seu depoimento à comissão, disse que apenas "duas ou três pessoas" da Abin haviam participado da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Posteriormente, a comissão descobriu que mais de 20 agentes da agência auxiliaram a PF nas investigações da operação.

Pellegrino ainda não adiantou se pretende sugerir o indiciamento de integrantes da PF e Abin. Aliado do Palácio do Planalto, o relator se mostrou contrário à convocação do chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, assim como do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh --ex-advogado petista. A estratégia de Itagiba e da oposição é pressionar o relator para endurecer o tom no relatório final.

Deputados do PSDB temem que, como aliado do presidente Lula, Pellegrino elabore um texto "morno", o que poderia comprometer as investigações da comissão.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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