Brasil
13/11/2008 - 08h53

Yeda quer prorrogar pedágios sem licitação

Publicidade

GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), quer prorrogar até 2028, sem licitação, as concessões para exploração de pedágios nas estradas gaúchas.

A proposta, que já começou a tramitar em regime de urgência na Assembléia Legislativa, foi apresentada cinco anos antes do fim da validade dos atuais contratos.

A oposição à governadora e transportadores de cargas são contra as mudanças na regra para a concessão e prometem entrar na Justiça caso a proposta seja aprovada. O governo alega que se antecipou ao fim das concessões para evitar um apagão nas rodovias do Estado.

No Rio Grande do Sul, 1.800 km de rodovias estaduais e federais (gerenciadas pelo Estado) estão sob responsabilidade da iniciativa privada desde 1998. Os contratos estabelecem que sete concessionárias são responsáveis por obras de conservação das estradas até 2013.

Na negociação com o governo, as concessionárias ofereceram R$ 1,3 bilhão em obras de pavimentação e duplicação de pistas em troca de mais 15 anos de exploração dos pedágios após o fim dos atuais contratos.

Para isso, a proposta de termo aditivo que o governo mandou para a Assembléia amplia as responsabilidades das concessionárias para a execução de novas obras. Pelo marco regulatório atual, as empresas só são obrigadas a conservar os trechos que exploram.

No ano passado, os motoristas gastaram R$ 263 milhões nas praças de pedágio --56% desse montante foi investido em conservação das rodovias.

"É uma ilegalidade gritante prorrogar esses contratos sem licitação. É como começar uma obra para reforma de uma escola e depois decidir construir mais um prédio", diz o deputado Gilmar Sossella (PDT).

O presidente da Fetransul (entidade que reúne transportadoras de cargas), Paulo Vicente Caleffi, diz que o setor pretende acionar a Justiça para evitar a prorrogação. "Tem muita coisa errada nesta prorrogação e isso não pode ser decidido assim, na calada da noite", afirma Caleffi.

O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, nega irregularidades com as mudanças nos contratos sem nova licitação. "O Rio Grande do Sul não pode esperar até 2013 para ampliar a capacidade das estradas", disse.

Comentários dos leitores
O Pacificador (201) 26/11/2009 12h04
O Pacificador (201) 26/11/2009 12h04
"Servidores ameaçam greve contra plano de Yeda Crusius..."
Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
sem opinião
avalie fechar
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 09h24
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 09h24
Pelo jeito..., pode ter "áudio, filme, pedaços de gente, dinheiro na cueca, ambulâncias, mensalões, mansões sonegadas, 181 diretores, fantasmas e etc...e etc..., podem ter milhares de provas contundentes contra "políticos e autoridades"..., nada disso vai adiantar e nada disso vai servir como provas..., neste país, para alguém ir para a cadeia e ser punido só tem um jeito..., precisa ser "POBRE"..., aí então, com poucas ou nenhuma prova, vai para a cadeia com certeza..., a Yeda, Agaciel, Zoghbi, Sarneys, Dantas, asseclas e quadrilhas, jamais serão presos ou sofrerão algum tipo de penalidade..., a grana alí é das grossas e o "stf" jamais vai deixar serem penalizados. 2 opiniões
avalie fechar
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Alguém pode me dizer quando um ocupante do poder executivo foi preso, municipal, estadual ou federal? Se devolveram algum centavo para os cofres públicos.? 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1003)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca