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Brasil
13/11/2008 - 11h47

Tarso descarta criação de janela para facilitar troca-troca partidário

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) não se mostrou nesta quinta-feira simpático à proposta de criação de uma "janela" (prazo de um mês) para o troca-troca partidário, como vem sendo articulado pelo Congresso Nacional. Na opinião do ministro, a sugestão da "janela" é a "menos importante" entre todas as propostas de reforma política que tramitam no Congresso.

10.nov.2008/Folha Imagem
Tarso descarta criação de janela para facilitar troca-troca partidário
Tarso descarta criação de janela para facilitar troca-troca partidário

"Claro que a Câmara e o Senado vão resolver se tem janela ou não, mas na proposta que fizemos nós estamos estreitando essa saída [do partido] e tornando inconveniente essa saída para o parlamentar. Ele vai sair por motivos ideológicos mesmo", afirmou.

Ao contrário de Tarso, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) defendeu publicamente a criação de uma "janela" para que os políticos tenham um prazo para a troca partidária. Múcio afirma que uma das alternativas seria autorizar que os detentores de mandato --deputados federais e estaduais, senadores, governadores e vereadores --possam um mês antes da convenção partidária, trocar de legenda.

Pelo texto preliminar da reforma política enviada pelo governo ao Congresso, fica estabelecida uma espécie de "janela" para o troca-troca partidário, fixada no prazo de um mês.

Segundo Tarso, o político não deve ter a prerrogativa de trocar de partido "no momento que achar conveniente", especialmente se o seu objetivo for aderir ao governo vigente.

"A nossa opinião é que a pessoa deve ter o direito de mudar de partido, mas não no momento que seja conveniente para aderir a algum governo e transacionar o seu mandato contra a representação que a pessoa recebeu nas urnas. Que essa saída, se ocorrer, que seja autêntica."

O ministro disse que a legislação brasileira deve estreitar o troca-troca de partido daqueles que desejam "obter conveniência" com a migração para legendas aliadas do governo. "Esse é o mínimo de autenticidade exigida num sistema político civilizado", afirmou.

Decisão

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira, por 9 a 2, preservar a resolução estabelecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre fidelidade partidária. Pela resolução, deputados federais e estaduais, além de vereadores que mudaram de partido, depois de 27 de março de 2007, e senadores, após 16 de outubro do mesmo ano, podem ser obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

A idéia dos parlamentares é criar uma brecha para que os políticos troquem de partido um mês antes das convenções partidárias, o que flexibilizaria a decisão do STF.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), repassou aos parlamentares a responsabilidade de aprovar a reforma política depois que o STF determinou a fidelidade partidária.

Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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