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Brasil
13/11/2008 - 14h02

Chinaglia pede calma para aplicar punição a deputados infiéis e vai se reunir com Mendes

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai se reunir com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, na próxima semana, para discutir a decisão do tribunal de proibir o troca-troca partidário. Chinaglia disse que pretende "entender melhor" o que foi definido pelo tribunal a respeito da fidelidade partidária para colocar a decisão em prática na Casa --ao afirmar que ainda não foi notificado pelo STF sobre a regra.

02.set.2008/Folha Imagem
Presidente da Câmara diz que pedirá para Ayres Britto se conter nas cobranças
Presidente da Câmara diz que pedirá para Ayres Britto se conter nas cobranças

"Eu peço calma [para cumprir a decisão] porque estou aguardando orientação da assessoria jurídica da Câmara. Temos que analisar a decisão do STF e da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. A opinião dele [Mendes] será útil para guiar aqui. Mas não há o que discutir, decisão do Supremo prevalece", afirmou.

O deputado negou que a Câmara tenha protelado o cumprimento da regra da fidelidade partidária, uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) editou resolução no primeiro semestre do ano passado para proibir as trocas partidárias.

Chinaglia disse que a Câmara apenas esperou a decisão do STF, instância máxima para definir o tema, que foi tomada nesta quarta-feira. Por 9 votos a 2, o STF decidiu manter a resolução do TSE estabelecendo que deputados federais e estaduais, além de vereadores que mudaram de partido, depois de 27 de março de 2007, e senadores, após 16 de outubro do mesmo ano, podem ser obrigados a devolver os mandatos para os partidos que os elegeram.

"Se eu fosse atender a opiniões respeitáveis, não estaria cumprindo o aguardar da decisão de um órgão superior, o que foi feito", disse.

O presidente da Câmara ficou irritado com críticas do presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, sobre a demora na Casa cumprir a regra da fidelidade partidária.

Chinaglia disse que Britto não tem autoridade para questionar outro Poder uma vez que não preside o Judiciário. "Quando o presidente Mendes faz afirmação que o Legislativo não regulamentou [a fidelidade partidária] e foi omisso, tem razão. Eu tenho evitado a responder os que não presidem o Judiciário. Poucos têm autoridade de atribuir demora ao Legislativo", afirmou.

Na opinião de Chinaglia, a discussão sobre a fidelidade partidária precisa de "equilíbrio" para evitar que "um Poder ou outro tente se justificar às custas dos outros".

O deputado Paulo Bornhausen (SC), vice-líder do DEM na Câmara, ironizou a troca de farpas entre Britto e Chinaglia ao afirmar que o deputado também não preside o Poder Legislativo --assim como o presidente do TSE.

"O presidente Chinaglia tem representado bem a Casa, mas o presidente do Legislativo é o senador Garibaldi Alves [PMDB-RN], principalmente para discutir com a Justiça. No fundo, o que precisamos fazer é cumprir as leis", afirmou.

Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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