Brasil
13/11/2008 - 16h24

Justiça de Santos assume processo contra Marcos Valério

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colaboração para a Folha Online

Atendendo a um pedido do Ministério Público Federal, o inquérito da Operação Avalanche que envolve o empresário Marcos Valério e Rogério Lanza Tolentino --amigo e sócio do empresário-- passou a ser de competência da Justiça Federal em Santos.

Na decisão, a juíza federal substituta, Paula Montovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, afirma que a transferência se deve ao fato de os crimes atribuídos aos envolvidos não terem ocorrido em São Paulo, onde o processo se encontrava, e sim na cidade litorânea.

09.ago.2007/Folha Imagem
Marcos Valério é suspeito de pagar propina a delefados da Polícia Federal
Marcos Valério é suspeito de pagar propina a delefados da PF para abrirem falso inquérito

De acordo com as investigações, Valério foi contratado pela Cervejaria Petrópolis para que providenciasse um inquérito que prejudicasse fiscais que multaram o grupo em R$ 104 milhões. Para isso, ele teria pagado propina a delegados da PF de Santos.

O pagamento da propina foi confirmado pela advogada Eloá Velloso em depoimento à PF. Ela também foi presa durante a Operação Avalanche.

A operação, deflagrada pela PF, cumpriu 17 mandados de prisão (oito preventivas e nove temporárias) e 33 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O grupo foi dividido em três núcleos distintos, mas interligados. Apenas o inquérito relativo ao grupo que envolve Valério foi remetido a Santos.

Grupos

O primeiro grupo, por meio de contatos em órgãos públicos (Polícia Civil e Federal, Receita Federal e Estadual), é suspeito de obter informações privilegiadas sobre determinados empresários que apresentavam problemas junto ao fisco e com base nesses dados, praticariam extorsão, exigindo valores em troca de possível solução.

O segundo grupo atuaria em fraudes fiscais visando praticar importações ilegais por meio de empresas de fachada, contando com a ação de despachantes aduaneiros junto ao Porto de Santos.

O terceiro grupo, de qual Valério faz parte, teria sido identificado no momento em que tentava instaurar o inquérito policial contra os fiscais.

A PF informou que, durante as buscas, foram apreendidos documentação e mídias, além de R$ 500 mil. O grupo deve responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1430) 27/11/2009 14h11
Luís da Velosa (1430) 27/11/2009 14h11
Agora, depois da Polícia Federal - DF, como sempre, cumprir o seu deve, vamos aguadar o julgamento, a condenação... E o que for possível. sem opinião
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Cassio Tavares (672) 27/11/2009 12h44
Cassio Tavares (672) 27/11/2009 12h44
A Polícia Federal deu uma batida nos gabinetes dos DEMagogos ? Eu quero é novidade. 3 opiniões
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joao michelini (84) 24/11/2009 12h18
joao michelini (84) 24/11/2009 12h18
BNDS
Quando sera que farao uma auditoria nessa mina de dinheiro publico.
Pequenos e medios empresarios sabem muito bem quanto é dificil e burocratico conseguir um emprestimo nesse BNDS.
Mas para os amigos da corte a dinheirama corre solta.
AMBEV - 319 MILHOES
EIKE BATISTA - 3 BILHOES não é a toa que seja o mais rico do brasil.
GRENDENE - 318 MILHOES
FRIBOI - 1.4 BILHAO
ODEBRECHT - 7 BILHOES AQUELA EXPULSA DE UM PAIS VIZINHO PELA OBRA MAL FEITA E FINANCIADA PELO MESMO BNDS, SERA QUE DEVOLVEU O DINHEIRO....
OI - 15 BILHOES DINHEIRO PUBLICO PARA COMPRAR COISAS PUBLICAS E CLARO PAGAR AS COMISSOES PARA......
EITA BRASIL.....
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