Dirceu defende que PT seja contra "janela" para fidelidade partidária
colaboração para a Folha Online
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) defendeu em seu blog nesta quinta-feira que o PT fique contra a proposta de se criar uma "janela" para que políticos possam trocar de partido após o STF (Supremo Tribunal Federal) manter a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre fidelidade partidária.
A proposta foi defendida pelo ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e deve ser debatida com integrantes de todas as legendas antes de ser incluída na proposta final da reforma política a ser enviada ainda neste mês ao Congresso Nacional.
Dirceu afirma que o PT foi o primeiro e único partido no Brasil que incluiu a fidelidade partidária em seus estatutos e não deve compactuar com a proposta. "Não pode e não deve compactuar com janelas de infidelidade ou qualquer outro tipo de medida para atenuar a fidelidade partidária, sem o que não teremos a fidelidade, nem voto em lista, nem financiamento público", escreve.
Em post anterior, de ontem, o ex-ministro sugeriu que a tal janela na verdade represente uma "quarentena" ao político que realmente deseja mudar de partido. "Os parlamentares e todos os eleitos, se querem mudar de partido, devem fazê-lo no intervalo das eleições, numa quarentena, sem mandato."
No mesmo post, Dirceu afirma que o PT é uma exceção entre outros partidos ao promover a fidelidade seus membros. "Só a prática da infidelidade e do fisiologismo pode explicar nossa situação atual, quando trocar de partido virou moda. Não há maiorias e governabilidade no atual sistema, e nem formação de partidos programáticos com base social e eleitoral", escreveu.
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