Brasil
14/11/2008 - 10h27

Diretor da Abin quer ser avisado de buscas da PF

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

O diretor-geral interino da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Wilson Trezza, afirmou ontem que o "ideal seria que fôssemos avisados com antecedência" sobre a operação de busca e apreensão da PF em prédios do órgão. A PF fez a ação na semana passada no inquérito que investiga vazamento de informações da Operação Satiagraha.

"Quando um órgão de inteligência passa a ser alvo de busca e apreensão há uma surpresa", afirmou o diretor-geral.

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Felix, se reuniu ontem com os servidores da Abin. "Conversamos sobre últimos episódios e esclarecemos algumas coisas de interesse do conjunto dos nossos servidores", afirmou Trezza.

Felix disse que fez uma consulta informal à AGU (Advocacia Geral da União) sobre as apreensões "porque o tema estava no âmbito da Justiça. Mas, como o juiz já havia decidido, negociamos com o Ministério da Justiça", disse o general, referindo-se ao acordo para uma equipe da Abin acompanhar a perícia nos computadores apreendidos durante as investigações da Polícia Federal.

O presidente da Asbin (Associação dos Servidores da Agência Brasileira de Inteligência), Nery Kluwe, afirmou ontem que pretende interpelar judicialmente Felix para saber o que o general falou sobre vazamentos de informações durante a reunião de ontem com os funcionários.

Kluwe disse que tem a informação de que, durante o encontro, o general responsabilizou servidores da Abin.

Felix evitou comentários sobre a declaração de Kluwe. "É um direito e uma decisão dele. Qualquer cidadão pode questionar a minha atuação como ministro", afirmou o general.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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