Corregedor da PF diz ignorar inquérito sobre Protógenes
da Folha Online
O corregedor-geral da Polícia Federal em Brasília, José Ivan Lobato, disse ignorar detalhes do inquérito aberto pela própria corregedoria para investigar a conduta do delegado Protógenes Queiroz, suspeito de vazar informações durante a Operação Satiagraha, segundo reportagem de Catia Seabra na Folha deste domingo (íntegra do texto restrita para assinantes do jornal e do UOL).
Ainda que negue problemas políticos dentro da PF, Lobato admite que não foi consultado sobre a escolha do delegado que preside o inquérito, Amaro Vieira Ferreira --responsável por investigar o vazamento de informações da Operação Satiagraha. Designado pela direção da PF, Amaro tem, segundo Lobato, autonomia para conduzir o inquérito. Como o processo corre em segredo de Justiça, ele não seria capaz de confirmar se Amaro é o autor do pedido de busca e apreensão na casa de Protógenes.
A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara aprovou na última quarta-feira (12) a convocação de Amaro. Relatório produzido pelo delegado Amaro, atribuiu ao delegado Protógenes Queiroz a responsabilidade por vazamentos de informação ocorridos durante a investigação.
Depoimentos tomados por Amaro revelam que pelo menos 62 funcionários lotados nos escritórios da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em 12 Estados diferentes participaram da investigação. No documento final, entretanto, ele deverá indiciar Protógenes e outros investigados por supostos crimes de violação de sigilo funcional e infração à lei que regula as interceptações telefônicas.
A reportagem completa está na edição da Folha deste domingo, que já está nas bancas.


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