Brasil
17/11/2008 - 14h17

Grupo de deputados questiona no TSE "janela" para fidelidade partidária

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

As articulações na Câmara para a criação de uma "janela" que permite aos parlamentares trocarem de partido um mês antes das convenções partidárias motivaram um grupo de deputados a questionar a "brecha" no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O grupo, coordenador pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), quer ingressar com a consulta no tribunal por considerar que a "janela" é inconstitucional.

Teixeira afirma que, ao se estabelecer o prazo de um mês para a troca partidária, a Câmara fere a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que estabeleceu a fidelidade partidária no país. "A janela pode induzir um deputado a um tipo de solução sem que se tenha sustentação futura. Essa solução pode vir a ser questionada por uma Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade] de um partido político", afirmou.

Além de questionar a chamada "janela", o deputado também vai questionar ao TSE sobre a aplicação da fidelidade partidária na criação de um novo partido. Teixeira considera que a regra não se aplica à nova legenda, mas disse estar disposto a consultar o tribunal uma vez que parlamentares dispostos a criar um novo partido ainda têm dúvidas sobre a decisão do STF.

"É uma consulta muito mais para dar conforto aos deputados. O novo partido passa a ter acesso ao seu tempo de TV", afirmou o deputado à Folha Online.

Um grupo de 40 parlamentares se articula para criar uma nova legenda para disputar as eleições de 2010. O grupo é integrado por deputados do DEM, PSDB, PMDB, PV, PPS, PP e PDT, que temem perder espaço em suas respectivas legendas na disputa pelos governos estaduais, Câmara e Senado.

Janela

De autoria do deputado Flávio Dino (PC do B-MA), o projeto que cria a "janela" na regra da fidelidade partidária determina cinco possibilidades para que o parlamentar troque de partido --entre elas, quando o partido descumprir o programa ou seu estatuto, quando houver mudanças essenciais no programa partidário ou quando o político for alvo de perseguição interna.

O projeto ainda prevê que o político pode deixar a legenda quando sair dela para criar o novo partido, assim como estabelece o período da "janela" para que o político possa concorrer à próxima eleição em um novo partido. Apesar das "brechas", Dino negou que o objetivo do projeto é permitir a infidelidade partidária no país.

Comentários dos leitores
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. sem opinião
avalie fechar
Sr. Ernani, aqui em Santa Catarina as coisas não são muito diferentes dos demais Estados da federação. Achar que o governo que não dá aumento e ser contra o Professor, LHS em 7 anos de governo deu 1% de reajuste ao magistério catarinense. JBMS. sem opinião
avalie fechar
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Se voce é um dos que estão reclamando da educação, cobre aí do governador do seu estado ou do prefeito da sua cidade porque as escolas são estaduais ou municipais. Agora se voce está em São Paulo a cobrança tem que ser grande mesmo porque os alunos das escolas públicas do estado ficaram lá nos últimos lugares nos testes que foram aplicados para os alunos das escolas públicas de todas as unidades da federação 3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (434)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca