Brasil
17/11/2008 - 15h39

Lula vai intervir em negociação sobre lançamento de candidato único à presidência do Senado

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna nesta segunda-feira a Brasília e pretende reunir amanhã a bancada do PMDB do Senado para um jantar. Lula quer tentar um acordo entre os peemedebistas e petistas para evitar que os dois partidos da sua base aliada disputem a sucessão do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Ao mesmo tempo, o favorito na corrida pela presidência da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), busca apoio para garantir sua vitória --uma vez que seu principal concorrente, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), tenta correr contra o tempo para também assegurar espaço. Nogueira vem mantendo conversas com o DEM em busca de votos.

Apontado como a "noiva" cobiçada, pois é uma das principais bancadas do Congresso, o DEM ainda não acenou quem apoiará na Câmara. Os democratas avisam apenas que respeitam um virtual acordo pela proporcionalidade. Internamente, a tendência é apoiar Temer.

Em São Paulo, o apoio de Temer em favor do prefeito reeleito, Gilberto Kassab (DEM), foi considerado essencial para a vitória contra a petista Marta Suplicy na disputa pela prefeitura. Por esse motivo, o partido caminha para manter a aliança em torno de Temer, mesmo diante das ofertas de outros candidatos à sucessão na Câmara.

Pressão

Pressionado pelo PT, Lula pretende, no jantar amanhã, destacar a necessidade de ocorrer o chamado equilíbrio no Congresso --o PT no Senado e o PMDB na Câmara. Com esse argumento os petistas insistem no nome do senador Tião Viana (AC).

Porém, os peemedebistas, liderados pelos senadores Renan Calheiros (AL) e Roseana Sarney (MA) têm restrições a Tião.

No que depender do PMDB, quem assumirá a cadeira de Garibaldi é o ex-presidente da República e do Senado, José Sarney (AP). Oficialmente, Sarney nega a pretensão, mas admite que se houver insistência e for dirimida a chance de concorrência, ele ocupará o comando da Casa.

Políticos que acompanham as negociações arriscam que na queda de braço o PMDB será vitorioso na disputa contra o PT. As negociações dos peemedebistas envolvem ainda mudanças na Esplanada dos Ministérios, incluindo trocas nas pastas de Cidades e Saúde.

Comentários dos leitores
alessandro lima (2) 08/07/2009 16h49
alessandro lima (2) 08/07/2009 16h49
Neste país quem tem mais força?
O povo...ou a classe política, por mais corrupta que seja?
Se o povo, o quanto demorará para este povo fazer valer sua vontade?
Nossa democracia é uma grande farsa?
Neste caso o melhor é acabar com a farsa?
O quanto o senado é necessário, de fato, ao Brasil? O quanto ESTE senado é necessário?
Quando usufruiremos do que o país tem a oferecer?
Porque ainda há tantos ladrões comandando o país, legitimados pelos próprios famintos e ignorantes políticos?
Continuo achando que cada povo tem os políticos que merecem!
Só pra refleitir...
sem opinião
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Martha Araujo Araujo (18) 08/07/2009 12h26
Martha Araujo Araujo (18) 08/07/2009 12h26
Essa baderna que tomou conta do país é um golpe no sistema democrático é preciso que se tome com urgência o controle da situação, eles não ligam para a união pública querem mais é se dar bem e o povo além e pagar esta conta vai ver demissão de funcionários públicos por falta de verba para pagar a folha de pagamento. O momento não é para brincadeiras e sim para sérias decisões e atitudes! sem opinião
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Denilson Raimundo (1) 08/07/2009 11h43
Denilson Raimundo (1) 08/07/2009 11h43
Ele deve pagar até as garotas de programa com o dinheiro publico, imagina se não vai pagar prestadores de serviços domésticos. Acorda povo.
Esses são nossos parlamentares e governantes.
Vai dizer que ninguem sabia de nada ? Vão dar uma de Lula agora !!!!
sem opinião
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