Brasil
18/11/2008 - 13h08

Juiz Fausto De Sanctis nega ter autorizado grampo contra presidente do Supremo

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da Folha Online

Em nota divulgada ontem, o juiz federal Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, nega que as escutas autorizadas no âmbito da Operação Satiagraha tenham atingido o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

"Todos os monitoramentos (telefônicos ou telemáticos), conforme já comprovado pela própria Polícia Federal, cingiram-se aos números das pessoas investigadas, não se tendo notícia de uso indevido para alcançar pessoas diversas da investigação", diz De Sanctis. "Não há, pois, nem por hipótese, como tecer insinuações acerca de "espionagem" da mais alta Corte do país, com práticas violadoras das regras jurídicas."

Reportagens da revista "Veja" e do jornal "O Globo" informam que a Operação Satiagraha, desencadeada em julho pela Polícia Federal, tinha um "trabalho de inteligência" que apontava para a concessão de um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) em favor do banqueiro Daniel Dantas.

A revelação foi feita pelo delegado Protógenes Queiroz na reunião que selou o seu afastamento do comando das investigações, em 14 de julho, na sede da superintendência da PF de São Paulo.

A expressão "trabalho de inteligência" usada pelo delegado consta da íntegra da gravação da reunião realizada entre Protógenes e seus chefes na PF, como o diretor de combate ao crime organizado da direção geral da PF, em Brasília, Roberto Troncon, e o chefe da divisão de combate aos crimes financeiros, Paulo de Tarso Teixeira.

De Sanctis diz ainda que o "nenhuma autoridade pode falar em nome do magistrado, que atuando de forma eqüidistante das partes, sempre tentou manter sua posição de isenção, neutralidade e independência".

"Este magistrado preza as leis e a Constituição [...]. Qualquer frase ou palavra, deste magistrado, pinçada ou extraída isoladamente, fora de um contexto lógico, não expressa seus valores democráticos na teoria e na prática", afirma ele na nota.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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