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Brasil
18/11/2008 - 19h57

Justiça nega acesso de Dantas a inquérito que investiga excessos de Protógenes

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THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online

O juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal, negou pedido da defesa do banqueiro Daniel Dantas para ter acesso aos autos do inquérito que apura supostos excessos praticados pelo delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha. Além do inquérito, o delegado também responde a uma sindicância interna na PF.

De acordo com a defesa de Dantas, o argumento usado pelo juiz para negar o pedido é de que o banqueiro não é parte envolvida no inquérito. Desta forma, a autorização para que ele tenha acesso aos autos precisa partir do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara, onde se encontra o processo em que Dantas é réu. O inquérito que apura os excessos de Protógenes está em segredo de justiça.

07.nov.2008/Folha Imagem
Defesa de Dantas quer acesso a investigação sobre supostos excessos de Protógenes
Daniel Dantas quer acesso a investigação sobre supostos excessos de Protógenes

A defesa de Dantas afirma que o desenrolar do inquérito contra o delegado influenciará o processo da Satiagraha, motivo pelo qual reivindica o acesso.

Outro motivo é encontrar uma forma de provar a participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante as investigações da PF. A falta de provas desta participação, segundo os advogados, foi um dos argumentos usados pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) para negar o habeas corpus que pedia a anulação do processo.

Os advogados de Dantas pretendem fazer novo pedido de acesso aos autos do inquérito nesta quarta-feira (19). Desta vez, o pedido será feito ao juiz De Sanctis.

Protógenes

A Justiça Federal também decretou a devolução dos bens de Protógenes, apreendidos pela PF no último dia 5 deste mês.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um apartamento alugado pelo delegado em Brasília, no quarto de hotel que costuma ocupar em São Paulo e no apartamento de seu filho, no Rio.

Os policiais levaram um notebook, telefone celular, um rádio, entre outros itens usados por Protógenes.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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