Brasil
19/11/2008 - 11h52

Proposta da reforma tributária deve ser votada ainda hoje na comissão especial da Câmara

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) de reforma tributária deverá ser votada nesta quarta-feira na comissão especial que trata do assunto na Câmara. Apesar da pressão da oposição que atua pelo adiamento da votação, o presidente da comissão, Antônio Palocci (PT-SP), marcou para hoje a votação do parecer final do relator Sandro Mabel (PR-GO).

No esforço de votar a proposta de reforma ainda este ano na Câmara, Palocci busca um acordo com líderes partidários para deixar a votação dos DVSs (Destaques de Votação em Separado) para o plenário, na discussão do primeiro turno.

O texto da reforma deve ser submetido a duas votações em plenário para depois seguir para o Senado.

Para preparar o voto complementar, Mabel conversa há cerca de duas semanas com os secretários estaduais de Fazenda. Porém, a oposição resiste ao texto. Deputados oposicionistas pretendem impedir a votação hoje por intermédio da apresentação de vários requerimentos de adiamentos de votação.

Negociações

Mabel pretende fixar entre 2% e 3% o percentual da alíquota para o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) a ser cobrada no Estado de origem. Os governadores do Nordeste querem o menor percentual, enquanto os demais preferem o maior. O relator avisou que não pretende acatar a sugestão de 4%.

Também está na lista de sugestões polêmicas de Mabel sua disposição de proibir o governo de editar medidas provisórias para criar ou aumentar impostos.

O texto para ser aprovado na comissão especial precisa de maioria simples, do total de 24 deputados que integram a comissão. Em caso de empate, o último voto é de Palocci --presidente da comissão.

Os governistas esperam conseguir concluir a aprovação da proposta, no plenário da Câmara, até 10 de dezembro. No plenário, são necessários 308 votos favoráveis para ser aprovada.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), admitiu hoje considerar difícil a votação da proposta ainda este ano na Casa. Ele lembrou que o ano legislativo acaba no dia 22 de dezembro.

Comentários dos leitores
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
O assunto REFORMA TRIBUTÁRIA é muito sério e não deve ser tratado com leviandade. Eu ouço todos os dias o mesmo mantra de sempre, que é preciso reduzir os impostos. Isso é superficial demais. Existem outros aspectos a serem analisados. Os governos federal, estaduais e municipais, estruturados em poderes executivo, legislativo e judiciário, gastam mais do que os cidadãos pagam. Este perdularismo público deve ser contido e os governantes devem gastar o dinheiro público com parcimônia e objetividade, transformando a máquina pública numa máquina mais ágil e aficaz. Outro aspecto é a sonegação. Todos nós, cidadãos decentes, pagamos nossos impostos para manter a máquina pública funcionando, de modo que possamos desfrutar de serviços públicos essenciais. Mas uma parcela da população usa esta máquina pela qual pagamos sem participar do custos. São os sonegadores, verdadeiros parasitas e lesa-pátrias que sugam nosso sangue e saqueam nosso erário. Não dá para falar em reforma tributária deixando de lado o combate firme e impiedoso aos sonegadores. E por último, a prestação de contas com máxima transparência. Os governantes devem publicar com exatidão o quanto foi arrecadado com cada imposto e o quanto foi gasto e no que foi gasto. Ai sim, nós podemos discutir o assunto de maneira mais sobria. Controle dos gastos governamentais; combate à sonegação e prestação de contas. É o mínimo que se espera em um bom debate. 3 opiniões
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