Ministros do Supremo decidem abrir sessão que julgará denúncia contra Paulo Medina
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Por unanimidade, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quarta-feira julgar em sessão aberta o caso de Paulo Medina, ministro afastado do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e mais quatro pessoas. Medina e os quatro são acusados de crimes contra a administração pública. Os ministros da Suprema Corte decidem hoje se será aberta uma ação civil pública ou se o caso vai ser arquivado.
A previsão era que a sessão fosse secreta, mas apenas começou de forma secreta com os ministros presentes. Até então a expectativa era que fosse mantida a decisão do ministro relator do processo, Cezar Peluso, que orientou pelo sigilo da sessão.
Os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, antes da sessão, defenderam que ela fosse realizada como normalmente ocorre --aberta e sem sigilo.
De acordo com assessores da Suprema Corte, a sessão seria secreta porque o processo está em segredo de Justiça. Lei federal e o regimento interno do STF autorizam a realização de julgamentos secretos quando há provas mantidas sob sigilo.
Medina é citado no processo da Operação Furacão, conduzida pela Polícia Federal, que investigou um esquema para a venda de sentenças destinadas a beneficiar a máfia dos caça-níqueis. O ministro do STJ negou seu envolvimento, alegando ter tido seu nome envolvido de forma indevida e inadequada.
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