Brasil
19/11/2008 - 18h20

Relator da reforma tributária atende a reivindicações dos Estados para tentar aprovar proposta

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da reforma tributária na Câmara, atendeu nesta quarta-feira a uma série de reivindicações dos Estados na tentativa de viabilizar a votação do texto na comissão especial da Casa Legislativa.

O objetivo da comissão era realizar a votação durante a tarde, mas como o plenário da Câmara discute a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que muda o rito das medidas provisórias, a votação foi transferida para a noite.

O regimento da Câmara impede que, durante as votações em plenário, as comissões da Casa também realizem votações --uma vez que todos os parlamentares precisam estar presentes em plenário. O presidente da comissão especial, deputado Antônio Palocci (PT-SP), disse que pretende amanhecer a quinta-feira com o texto da reforma aprovado.

"Será uma longa noite, vão até sobrar uns ingressos para o jogo da seleção", disse Palocci ao mencionar o amistoso entre Brasil e Portugal que ocorre esta noite em Brasília.

Em busca do acordo para aprovar a reforma, Mabel decidiu ampliar de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões o valor destinado aos Estados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional --embora a bancada nordestina tenha pleiteado o aumento para R$ 8 bilhões.

Os Estados também vão ser contemplados com mais R$ 8,2 bilhões do FER (Fundo de Equalização de Receitas) no primeiro ano de sua vigência --que tem como objetivo compensar a unificação da legislação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Pelo texto, a União terá que garantir os recursos para que a recomposição de perdas com a unificação de ICMS seja repassada aos Estados.

O relator não descarta promover novas mudanças no texto durante a votação, como a ampliação de 2% para 3% da alíquota mínima interestadual do ICMS ao final do período de transição previsto nas regras da unificação do tributo cobrado pelos Estados.

"Ainda não mudei, mas isso está em negociação", disse. A mudança na alíquota interestadual é considerada a principal exigência de São Paulo para a votação da reforma.

O texto ainda prevê que a União terá que garantir recursos em seu orçamento para compensar perdas na arrecadação da Previdência Social com a redução das alíquotas da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos.

Comentários dos leitores
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (174) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (33) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
Said Abou Ghaouche Netto (9) 05/06/2009 16h33
O assunto REFORMA TRIBUTÁRIA é muito sério e não deve ser tratado com leviandade. Eu ouço todos os dias o mesmo mantra de sempre, que é preciso reduzir os impostos. Isso é superficial demais. Existem outros aspectos a serem analisados. Os governos federal, estaduais e municipais, estruturados em poderes executivo, legislativo e judiciário, gastam mais do que os cidadãos pagam. Este perdularismo público deve ser contido e os governantes devem gastar o dinheiro público com parcimônia e objetividade, transformando a máquina pública numa máquina mais ágil e aficaz. Outro aspecto é a sonegação. Todos nós, cidadãos decentes, pagamos nossos impostos para manter a máquina pública funcionando, de modo que possamos desfrutar de serviços públicos essenciais. Mas uma parcela da população usa esta máquina pela qual pagamos sem participar do custos. São os sonegadores, verdadeiros parasitas e lesa-pátrias que sugam nosso sangue e saqueam nosso erário. Não dá para falar em reforma tributária deixando de lado o combate firme e impiedoso aos sonegadores. E por último, a prestação de contas com máxima transparência. Os governantes devem publicar com exatidão o quanto foi arrecadado com cada imposto e o quanto foi gasto e no que foi gasto. Ai sim, nós podemos discutir o assunto de maneira mais sobria. Controle dos gastos governamentais; combate à sonegação e prestação de contas. É o mínimo que se espera em um bom debate. 3 opiniões
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