Publicidade

Publicidade
Brasil
19/11/2008 - 20h19

Ministros de tribunais superiores discutem reajuste salarial à categoria

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em meio à crise financeira internacional, os ministros dos tribunais superiores apelaram nesta quarta-feira para que seja aprovado no Congresso o reajuste salarial para a categoria. A proposta, que aguarda votação no plenário da Câmara, eleva dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.725.

O assunto foi tema de reunião do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, representantes dos tribunais, e líderes partidários.

Estudos preliminares indicam que o impacto na folha de pagamento vai ser de cerca de R$ 92,9 milhões ao ano.

Participaram da reunião, na Suprema Corte, representantes do TST (Tribunal Superior do Trabalho), STM (Superior Tribunal Militar) e STJ (Superior Tribunal de Justiça), além de Mendes, do STF.

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse hoje ser contrário à concessão do reajuste no momento. Segundo o petista, essa posição é "pessoal" e não "de governo".

"Talvez seja melhor esperar um pouco [para conceder o reajuste]. O momento não é adequado. Mas essa é uma opinião pessoal e cada parlamentar poderá decidir", disse Fontana, que participou da reunião acompanhado pelo deputado Gilmar Machado (PT-MG), que integra a Comissão Mista de Orçamento.

Em agosto, Mendes defendeu a concessão de reajuste para os ministros de tribunais superiores. O ministro Ricardo Lewandowski concorda com o presidente do STF, já a ministra Cármen Lúcia, em seminário em Minas Gerais, disse ser contrária ao aumento.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca