Brasil
19/11/2008 - 21h21

CPI dos Grampos prorroga atividades até fevereiro de 2009

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A CPI das Escutas Telefônicas da Câmara aprovou nesta quarta-feira requerimento de prorrogação de suas atividades por mais 60 dias, até fevereiro de 2009. As atividades da comissão estavam previstas para ser encerradas em meados de dezembro, mas o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), relator da CPI, quer mais tempo para elaborar o texto-final da comissão.

A prorrogação precisa ser referendada pelo plenário da Câmara para que a comissão efetivamente prolongue as suas atividades. A idéia de Pellegrino é utilizar o período do recesso legislativo, entre dezembro e fevereiro, para elaborar o relatório final.

A CPI também aprovou requerimento de convocação do presidente da Associação dos Servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Nery Kluwe --que teria afirmado em sindicância do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) que o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, fazia relatórios "técnicos-policiais" de interceptações telefônicas e de e-mails na Operação Satiagraha.

Kluwe foi ouvido na última quinta na sindicância do GSI, que apura grampo ilegal de uma conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A revista "Veja" afirmou que o grampo foi feito pela Abin. O caso motivou o afastamento de Lacerda.

Segundo reportagem da Folha, Kluwe protocolou requerimento para que a Procuradoria Geral da República interpele o ministro-chefe do GSI, general Jorge Felix, sobre supostas declarações dadas pelo militar na última quinta, em palestra na Abin.

A intenção de Kluwe é provar que o general disse no encontro já saber quem vazou para a revista "Veja" o grampo contra Mendes.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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