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Brasil
20/11/2008 - 02h46

Comissão da Câmara aprova texto principal da reforma tributária

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da Folha Online

Atualizado às 07h00.

A Comissão especial que analisa a reforma tributária aprovou nesta quinta-feira o parecer apresentado pelo relator Sandro Mabel (PR-GO). A aprovação permite que o projeto siga na Câmara, onde deve ser submetido a duas votações em plenário para depois seguir para o Senado.

Os parlamentares dos partidos da base governista votaram a favor do texto de Mabel, enquanto oito deputados decidiram contra o parecer, em meio a tentativas da oposição de adiar a votação. Para ser aprovado, o texto precisava de maioria simples, do total de 24 deputados que integram a comissão.

A oposição não conseguiu vetar o texto. Após retirar da votação de hoje vários destaques individuais e alguns propostos por bancadas de partido --que deverão ser votados de uma única vez--, os deputados ficaram com cerca de dez emendas para votar durante a sessão.

Ao todo foram apresentados 125 destaques para mudar o texto, a grande maioria destaques simples.

Votação

De acordo com o vice-líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o objetivo do governo era concluir a votação dos destaques nesta madrugada, para que o texto esteja pronto e seja levado à discussão e votação, em dois turnos, no plenário da Câmara.

Os governistas esperam conseguir concluir a aprovação da proposta, no plenário da Câmara, até 10 de dezembro. No plenário, são necessários 308 votos favoráveis para ser aprovada.

Já no Senado, o presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) admitiu considerar difícil a votação da proposta ainda este ano na Casa. Ele lembrou que o ano legislativo acaba no dia 22 de dezembro.

Em busca do acordo para aprovar a reforma, Mabel decidiu nesta quarta-feira (19) ampliar de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões o valor destinado aos Estados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.

Os Estados também vão ser contemplados com mais R$ 8,2 bilhões do FER (Fundo de Equalização de Receitas) no primeiro ano de sua vigência --que tem como objetivo compensar a unificação da legislação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Destaques

Dos projetos polêmicos avaliados hoje, a comissão rejeitou a lei a competência de lei complementar para estabelecer novas contribuições --que existe atualmente na Constituição e poderia ser usada para recriar a CPMF-- e a que estabelecia uma redução da carga tributária.

Proposta pelo oposicionista Paulo Bornhausen (DEM-SC), a medida cortaria 1% por ano durante oito anos da carga de impostos, sendo 0,6% para a União, 0,3% para Estados e 0,1% para municípios.

Para o relator, a alternativa não é viável, já que só é possível diminuir os impostos pagos individualmente após aumentar a base de arrecadação. "Eu gostaria de poder fazer uma redução de carga tributária por lei, decreto ou emenda à Constituição; mas, pelo que estudei em outros países, não é assim que se faz", disse.

Um dos principais destaques aprovados hoje é o que garante a isenção do ICMS para produtos da cesta básica. Após ressalva de Mabel de que a medida possa acarretar perdas graves a Estados produtores, a Comissão entendeu que o benefício social será maior que as perdas e aprovou a proposta.

O texto do relator pretende fixar entre 2% e 3% o percentual da alíquota para o imposto a ser cobrada no Estado de origem.

A cobrança de ICMS sobre a comercialização de softwares (programas de computador) será discutida no plenário da Câmara após impasse na medida: o texto define que a cobrança não se aplica a softwares feitos por encomenda, que são tributados como serviço pelo ISS (principal imposto municipal).

A comissão manteve ainda a cobrança do Imposto sobre Valor Agregado (IVA-Federal) com o imposto integrando sua própria base de cálculo, o que é conhecido como "imposto por dentro". A emenda do DEM que pretendia eliminar a cobrança foi rejeitada.

Os parlamentares favoráveis à medida argumentaram que o imposto calculado independentemente do seu valor é mais transparente, porque o cidadão pode saber exatamente quanto paga. Para o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), a cobrança atualmente é inconstitucional e deveria ser proibida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Deputados rejeitaram a emenda que criaria a possibilidade de tratamento tributário especial para o serviço publico de transporte coletivo.

Comentários dos leitores
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Quanto a reforma politica e a situação tributaria do brasil, a opsição do governo lula, pelos partidos do PSDB, e DEMO, atingo (PFL), esta ganhando de PSDB 10 X 0 LULA, não conseguir levar pra frente a reforma triburaria, derrubou a CPMF, levando os municipios brasileiro a uma calamidade publica na área da saúde, consegundo assim os seus objetivos, levando os mais pobres, para maiores necessidade, desconforto, desorientação, muitos sem saber aonde ir buscar tratamentos para seus casos de saude, que cada vez mais, aparece duenças dificieis de curas, como estamos a 11 anos com os problemas da dengue, e agora com a onda da gripe suina, e o que mais esta por vir. Na verdade o que se sabe é que as secretaqria de saude, o ministério da saude, ficam dando informções na midia, mas na ponta, nos municipios nãi exite preparo neenhum, se que levam orientação para os profissionais da area, no tratamento o que tenho visto no municipis em que mora, sempre tém os médicos de responsabilidade que da uma atenção maior nas consultas dos pacientes gripados, e existem aqueles médico da rede publica que vai no posto cumprir com seu horários de trabalho uma vez por semana, quando volta naquele posto de saude para dar o segundo plantão depois de 10 dias, não sabe o que aconteceu com o parciente com suspeita da girpe suina, não existe uma preocupação efetiva com as doenças porque os prefeitos não tem recurso para investir na hora necessaria. sem opinião
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Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 2 opiniões
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