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Brasil
20/11/2008 - 10h38

Toffoli defende presença de Abin em perícia

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RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo

O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, afirmou ontem haver, nos computadores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) apreendidos há duas semanas pela Corregedoria da Polícia Federal, dados de inteligência "necessários à defesa do Estado".

Toffoli fez o comentário após palestra no congresso nacional de delegados da Polícia Federal em São Paulo. A AGU (Advocacia Geral da União) pede a reconsideração, na 7ª Vara Federal Criminal, de uma decisão tomada uma semana atrás pelo juiz Ali Mazloum. O juiz não concordou com pedido da AGU para que um representante da Abin presencie o ato de abertura dos computadores e documentos que foram apreendidos pela corregedoria. Os materiais foram recolhidos com o objetivo de apurar suposto vazamento de informação durante a Operação Satiagraha.

"Ali, nos computadores, há outros dados --informações que envolvem outros setores, que envolvem dados de atividades de inteligência que são necessárias à defesa do Estado e que não podem ser, evidentemente, trazidos para uma investigação que tem um outro objeto", argumentou o advogado-geral da União.

Ele justificou que a presença da Abin é necessária para ajudar na seleção de dados relevantes. "Queremos um acompanhamento para que aquelas informações que não são necessárias a esta investigação [o vazamento na PF] não sejam transpostas para esse inquérito. Então, aquilo que não for de interesse da investigação vai ser devolvido à agência [Abin]."

Na palestra, Toffoli atacou a idéia de que existe um "Estado policial" no Brasil. Um dos críticos da PF tem sido o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

"Nós realmente não podemos aceitar que se diga que o Brasil vive hoje num Estado policial, porque isso é absolutamente não-verdadeiro. Qualquer cidadão pode fazer um habeas corpus, nomear um advogado, que vai ter acesso aos autos (...) Dizer que vivemos num Estado policial é uma falácia. Nós precisamos, sim, é pensar em como esse sistema pode e deve funcionar melhor, como pode se aperfeiçoar", declarou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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