Brasil
20/11/2008 - 13h20

Comissão da Câmara aprova texto da reforma tributária e matéria segue para plenário

Publicidade

da Folha Online

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma tributária aprovou o parecer apresentado pelo relator Sandro Mabel (PR-GO). Os parlamentares da base governista votaram a favor do texto, enquanto oito deputados decidiram contra o parecer, em meio a tentativas da oposição de adiar a votação.

Para ser aprovado, o texto precisava de maioria simples, do total de 24 deputados que integram a comissão.

A aprovação permite que o projeto siga para votação no plenário da Câmara, onde deve ser submetido a duas votações para depois seguir para o Senado. No plenário da Câmara, são necessários 308 votos favoráveis para ser aprovada a matéria.

Lula Marques/Folha Imagem
Comissão aprova texto da reforma tributária e matéria segue para plenário
Comissão aprova texto da reforma tributária e matéria segue para plenário

Agora, a base aliada tenta buscar um acordo com a oposição para agilizar a votação no plenário nos próximos dias. O objetivo dos governistas é incluir a matéria na pauta do plenário até o final de novembro para evitar que o Congresso entre em recesso sem concluir a votação da reforma tributária.

"Com a votação na comissão especial, o texto vem a plenário nos próximos 10 a 15 dias. Esse período nos permite realizar negociações finais para que a matéria seja aprovada em plenário", disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

Texto

A oposição não conseguiu vetar o texto. Após retirar da votação vários destaques individuais e alguns propostos por bancadas de partido, os deputados ficaram com cerca de dez emendas para votar durante a sessão.

Ao todo foram apresentados 125 destaques para mudar o texto, a grande maioria destaques simples.

Em busca do acordo para aprovar a reforma, Mabel decidiu na quarta-feira ampliar de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões o valor destinado aos Estados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.

Os Estados também vão ser contemplados com mais R$ 8,2 bilhões do FER (Fundo de Equalização de Receitas) no primeiro ano de sua vigência --que tem como objetivo compensar a unificação da legislação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Destaques

Dos projetos polêmicos avaliados, a comissão rejeitou o que propunha uma regra de redução de tributos. Proposta pelo oposicionista Paulo Bornhausen (DEM-SC), a medida cortaria 1% ao ano durante oito anos da carga de impostos, sendo 0,6% para a União, 0,3% para Estados e 0,1% para municípios.

Para o relator, a alternativa não é viável, já que só é possível diminuir os impostos pagos individualmente após aumentar a base de arrecadação. "Eu gostaria de poder fazer uma redução de carga tributária por lei, decreto ou emenda à Constituição; mas, pelo que estudei em outros países, não é assim que se faz."

Um dos principais destaques aprovados hoje é o que garante a isenção do ICMS para produtos da cesta básica. Após ressalva de Mabel de que a medida possa acarretar perdas graves a Estados produtores, a comissão entendeu que o benefício social será maior que as perdas e aprovou a proposta.

O texto do relator pretende fixar entre 2% e 3% o percentual da alíquota para o imposto a ser cobrada no Estado de origem.

A cobrança de ICMS sobre a comercialização de softwares (programas de computador) será discutida no plenário da Câmara após o impasse na medida: o texto define que a cobrança não se aplica a softwares feitos por encomenda, que são tributados como serviço pelo ISS.

A comissão manteve ainda a cobrança do IVA-Federal (Imposto sobre Valor Agregado) com o imposto integrando sua própria base de cálculo, o que é conhecido como "imposto por dentro". A emenda do DEM que pretendia eliminar a cobrança foi rejeitada.

Os parlamentares favoráveis à medida argumentaram que o imposto calculado independentemente do seu valor é mais transparente, porque o cidadão pode saber exatamente quanto paga. Para Paulo Bornhausen, a cobrança atualmente é inconstitucional e deveria ser proibida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Deputados rejeitaram a emenda que criaria a possibilidade de tratamento tributário especial para o serviço publico de transporte coletivo.

Senado

Já no Senado, o presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) admitiu considerar difícil a votação da proposta ainda este ano na Casa.

Com Agência Câmara

Comentários dos leitores
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Quanto a reforma politica e a situação tributaria do brasil, a opsição do governo lula, pelos partidos do PSDB, e DEMO, atingo (PFL), esta ganhando de PSDB 10 X 0 LULA, não conseguir levar pra frente a reforma triburaria, derrubou a CPMF, levando os municipios brasileiro a uma calamidade publica na área da saúde, consegundo assim os seus objetivos, levando os mais pobres, para maiores necessidade, desconforto, desorientação, muitos sem saber aonde ir buscar tratamentos para seus casos de saude, que cada vez mais, aparece duenças dificieis de curas, como estamos a 11 anos com os problemas da dengue, e agora com a onda da gripe suina, e o que mais esta por vir. Na verdade o que se sabe é que as secretaqria de saude, o ministério da saude, ficam dando informções na midia, mas na ponta, nos municipios nãi exite preparo neenhum, se que levam orientação para os profissionais da area, no tratamento o que tenho visto no municipis em que mora, sempre tém os médicos de responsabilidade que da uma atenção maior nas consultas dos pacientes gripados, e existem aqueles médico da rede publica que vai no posto cumprir com seu horários de trabalho uma vez por semana, quando volta naquele posto de saude para dar o segundo plantão depois de 10 dias, não sabe o que aconteceu com o parciente com suspeita da girpe suina, não existe uma preocupação efetiva com as doenças porque os prefeitos não tem recurso para investir na hora necessaria. sem opinião
avalie fechar
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
avalie fechar
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 2 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (114)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca