Brasil
20/11/2008 - 19h03

Tucanos pedem para Procuradoria investigar atividades da PF e da Abin

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Executiva Nacional do PSDB protocolou nesta quinta-feira na PGR (Procuradoria Geral da República) representação com pedido de investigação sobre as atividades da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) depois da disputa interna entre os dois órgãos nos desdobramentos da Operação Satiagraha. O partido quer esclarecer o funcionamento dos serviços de inteligência do governo na condução de escutas telefônicas ao apontar a "disseminação" de grampos clandestinos envolvendo a PF e a Abin.

No pedido, elaborado pelos deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Valderlei Macris (PSDB-SP), os tucanos afirmam que houve "conduta ilícita" dos agentes públicos na "ação deliberada de proceder escutas sem autorização legal".

Fruet disse que há "fatos graves" que justificam a representação na PGR. "Surgiram fatos novos e também muito graves que justificam recorrer novamente ao procurador, como a notícia de que agentes da Abin tiveram acesso ao Sistema Guardião da Polícia Federal, durante a Operação Satiagraha, o que é ilegal", disse o deputado.

O partido quer apurar, além da execução das escutas, a disputa interna entre a PF e a Abin em torno da Satiagraha --com o pedido de investigações sobre o Ministério da Justiça, diretores da Abin e da PF.

"É incompreensível se chegar ao grau de deterioração entre esses dois órgãos. Tem que se investigar as contradições entre a Polícia Federal e a Abin, a busca e apreensão de documentos na agência e o acesso a dados sigilosos", disse Fruet.

É a segunda representação encaminhada à PGR pela oposição desde que supostas irregularidades na Operação Satiagraha vieram à tona. No primeiro pedido de investigações, apresentado em setembro, DEM, PSDB e PPS pediram à procuradoria para apurar supostos grampos executados pela Abin em telefones de autoridades dos três Poderes.

No pedido encaminhado hoje à PGR, os tucanos afirmam ainda que há um "organismo paralelo" ao Estado de Direito, com objetivos políticos, que vêm colocando em oposição os órgãos de inteligência do país.

"Um dos nossos objetivos, ao fazer esse representação, é propiciar a oportunidade de o Ministério Público apurar uma guerra política que se instalou entre a Abin e a PF", afirmou Macris.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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