Brasil
21/11/2008 - 08h01

Índios ameaçam atear fogo em torre de energia no Paraná

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DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

Revoltados com a falta de indenização pelo uso de suas terras, índios da etnia caingangue ameaçam atear fogo em uma torre de alta tensão da Copel (Companhia Paranaense de Energia) na aldeia Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra (292 km de Curitiba).

A Copel tem uma linha de transmissão composta de 14 torres erguidas em 1967 na região da aldeia, que conduzem energia a municípios do norte do Paraná.

Os índios pedem indenização de R$ 3,5 milhões pelo tempo de uso da área e afirmam que só recebem R$ 28 mil anuais da companhia. Um dos líderes da aldeia, o professor Aparecido Almeida, 39, diz que as 130 famílias que vivem na área não podem plantar nas proximidades das torres e que sua implantação levou à derrubada de mata nativa, gerando prejuízos econômicos aos índios.

"Vamos aguardar uma resposta da Copel até amanhã [hoje]. Caso não haja pagamento, a torre vai queimar. Está muito difícil segurar o pessoal da aldeia", afirmou Almeida. A base de uma das torres está cercada por pilhas de troncos e pneus.

Por meio da assessoria, a direção da Copel comunicou que já fez uma contraproposta de pagamento de R$ 800 mil ao MPF (Ministério Público Federal), que faz a intermediação da negociação. O prazo para a resposta da companhia termina hoje.

A Copel informou que as torres foram instaladas em áreas degradadas e que não há o impacto relatado pelos índios.

Comentários dos leitores
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h50
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h50
Índios vivem no Brasil em locais onde o sol é intenso e precisam se banhar várias vezes nos rios para se refrescar. Se eles desempenhassem trabalho em indústrias que o governo levasse para suas aldeias, eles receberiam em contra-partida um salário e poderiam ter casas de alvenaria com ar condicionado e ventilador. Com o tempo iriam diminuindo a prática de ir tantas vezes se banhar nos rios. Dizer que índios não gostam de trabalhar e que nunca irão gostar de trabalhar é enganação, porque existem profissionais competentes que poderiam fazê-los acostumar com as tarefas de trabalhos diversos. O governo deveria ser bom de verdade para os índios e ajudá-los de verdade, para que eles se desenvolvam com dignidade que todos seres humanos merecem e por serem brasileiros igual eu sou, eu penso que merecem mesmo a conquista da dignidade de viverem com mais conforto. Más, não é desapropriando terras produtivas para doar muita terra para eles que eles irão ter dignidade de viverem com mais conforto algum dia. Muito menos será isolando eles nas florestas e deixando-os ignorantes para viverem como selvagens. sem opinião
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HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h31
HILTON FIGUEIREDO COSTA (4) 04/11/2009 23h31
O governo deveria pensar que, em breve os índios que talvez sejam hoje uns 400 mil, serão milhões, e que causarão um enorme impacto ambiental, principalmente afetando muito a fauna porque eles irão caçar mais. Também o fato de representarem uma enorme massa populacional de "desocupados", porque não são a maioria que exerce atividade de plantação de lavouras de subsistência, ou que praticam algum trabalho além de caçar ou pescar. Já aconteceram muitos conflitos em contatos com índios de tribos isoladas e que nunca tiveram contato antes com a civilização, em construções de estradas no interior, em construção de estrada de ferro na região norte, em vilarejos que foram atacados por índios de tribos que não tinham feito contato antes e o governo deveria imaginar que com o aumento das populações indígenas, muitos índios irão sair de suas aldeias e se instalarem em locais onde nascerão outras gerações que viverão isoladas e sujeitos a primeiros contatos com consequências trágicas, e que poderiam ser evitados. Índios precisam receber educação, o governo deve levar para os índios em suas aldeias, indústrias ou fábricas, atividade de criação de animais e de produção de alimentos diversos. Dizem que índios não gostam de trabalhar, más, profissionais competentes existem nesse país e poderiam prestar serviços de assistência aos índios se trabalharem na FUNAI ou para o governo, educanto e treinando os índios para desempenharem tarefas em indústrias e na produção de alimentos. sem opinião
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Leonardo Afonso (2) 04/11/2009 18h44
Leonardo Afonso (2) 04/11/2009 18h44
Há mais que a questão dos índios do Xingu, Belo Monte alagaria uma formação geológica única no mundo; e não há demanda humana na área, a energia seria destinada a empresas estrangeiras de alumínio (como a Alcoa), no Maranhão. Tal indústria é intensiva em energia; e é estratégica de fato, mas não está acima de todos outros vetores socio-econômico-ambientais! Mas com Minc e Dilma, colega... sem opinião
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