Brasil
21/11/2008 - 14h42

PSDB vai fazer defesa de Cássio Cunha Lima em doses homeopáticas

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A nota do PSDB, divulgada hoje em favor do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) --um dia depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovar a cassação do seu mandato-- foi apenas uma sinalização de apoio político. A Folha Online apurou que o partido acompanha com cautela os desdobramentos da decisão para evitar interpretações de que há a intenção de uma ofensiva à Justiça.

Por decisão dos integrantes do comando do PSDB, as reações de apoio a Cunha Lima ocorrerão em doses homeopáticas. Alguns tucanos deverão ocupar as tribunas da Câmara e do Senado em defesa do governador nos próximos dias.

17.nov.2006/Folha Imagem
Por unanimidade, TSE cassou mandatos do governador e do vice-governador da Paraíba
Por unanimidade, TSE cassou mandatos do governador e do vice-governador da Paraíba

Os movimentos serão discretos para não despertar críticas ostensivas, mas suficientes para a demonstração de solidariedade ao tucano cassado.

Paralelamente, o PSDB manterá o apoio jurídico a Cunha Lima. A equipe de advogados que atende o partido é responsável pela defesa do governador. Os advogados já afirmaram que vão entrar com recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar reverter a decisão.

Ontem à noite, por unanimidade, o TSE cassou os mandatos de Cunha Lima e seu vice-governador, José Lacerda Neto (DEM). Ambos terão de deixar os cargos assim que for publicado o acórdão --o que deve ocorrer nos próximos dias. Os dois são acusados de utilização irregular de programas sociais.

As denúncias contra Cunha Lima e Lacerda Neto se referem ao chamado Caso Fac, que trata de suposto uso político de programas assistenciais da entidade. Segundo o processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda anexados a propaganda de governo.As irregularidades teriam sido cometidas durante ano eleitoral de 2006.

Os advogados de defesa do governador e do vice informaram que entrarão com ações cautelares no STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de preservação dos mandatos de ambos.

 

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