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Brasil
21/11/2008 - 20h34

Tarso diz que novo relatório da Satiagraha é "mais profundo" e "não midiático"

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta sexta-feira que o novo relatório parcial da Operação Satiagraha, que investiga as atividades do banqueiro Daniel Dantas, é "mais profundo" e "não midiático". Foi uma crítica indireta ao delegado Protógenes Queiroz, o autor do primeiro relatório, que foi afastado do caso em julho.

Elaborado pelo delegado Ricardo Andrade Saadi, que substituiu Protógenes, o relatório afirma que o dono do Opportunity lidera uma "organização criminosa" que cometeu crimes contra o sistema financeiro, contra ordem tributária, de lavagem de dinheiro e de formação de quadrilha.

10.nov.2008/Folha Imagem
Tarso diz que novo relatório da Satiagraha é "mais profundo" e "não midiático"
Tarso Genro diz que novo relatório da Satiagraha é "profundo" e "não midiático"

"Eu disse que o relatório seria técnico, mais profundo, desapaixonado e não midiático, e assim foi", afirmou Tarso, ao deixar uma reunião entre ministros responsáveis pela gestão da segurança pública dos países do Mercosul, em Porto Alegre.

O ministro não quis comentar o teor do relatório em que a PF afirma ainda que o banqueiro usa a corrupção e a intimidação como método para praticar os crimes apontados.

Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, novas evidências deverão ser adicionadas ao inquérito depois que a PF concluir a análise de todo o material apreendido na Satiagraha.

"É um inquérito a mais como qualquer outro e temos foco na qualidade da prova. Cada frase escrita por um delegado da PF necessariamente tem que estar lastreada em boas provas", disse o diretor-geral.

Racha

O tom de reprovação em relação a Protógenes foi mais explícito quando Tarso Genro negou que a substituição tenha causado divisões internas dentro da polícia: "Não há racha, há maior controle [sobre as ações da PF], que começou quando alguém que está sendo investigado favoreceu uma empresa de comunicação, alertando que uma operação daquela magnitude ia ser feita".

No dia 5 de julho, quando foi deflagrada a Satiagraha, uma equipe da TV Globo filmou a prisão do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta --o que desencadeou uma investigação da corregedoria da PF sobre vazamentos de informação durante a operação.

Para Tarso, o racha entre grupos dentro da PF é "um mito criado pela mídia".

Corrêa também expressou incômodo com a participação de Protógenes em atos de desagravo promovidos pelo PSOL durante a semana:

"Na Polícia Federal, o servidor público particularmente só se manifesta política e partidariamente no momento em que entra na cabine para votar como cidadão. Fora isso, ele não tem direito de se manifestar porque isso tira a isenção."

Acordo

Tarso e o ministro de Governo da Bolívia, Alfredo Rada, firmaram um acordo para realizar ações conjuntas de combate ao narcotráfico a partir de janeiro de 2009.

Autoridades dos dois países conduzirão investigações e farão operações contra traficantes. No início de novembro, o governo Evo Morales expulsou do país a DEA (agência antidrogas dos EUA) do território boliviano.

Comentários dos leitores
paulo FERNANDES (33) 15/12/2009 08h21
paulo FERNANDES (33) 15/12/2009 08h21
Vamos acabar com o voto obrigatório. Aí sim, teremos um país melhor. Alguem contra?? sem opinião
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Alessandro Oliveira (13) 14/12/2009 22h29
Alessandro Oliveira (13) 14/12/2009 22h29
Belissíma maneira de calar o Dr. Protógenes, hein??? sem opinião
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Manoel Ferreira Jr (35) 08/12/2009 18h11
Manoel Ferreira Jr (35) 08/12/2009 18h11
Talvez agora, finalmente, o pessoal do Opportunity durma sossegado, certos de que nada lhes aconteca! O STF tem agora a guarda de suas possiveis dores de cabeca. Belo Supremo!!!!!! 1 opinião
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