Brasil
24/11/2008 - 09h01

Temor da crise já alimenta as discussões sobre 2010

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JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

Ainda longe de definirem quem serão seus candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, petistas e tucanos já escolheram o principal tema da pré-campanha eleitoral: a atual crise do sistema financeiro.

Em eventos realizados no final de semana em São Paulo, líderes como os petistas Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, e Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e o tucano Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, orientaram os prefeitos e vereadores eleitos de seus partidos sobre como atuar eleitoralmente em um cenário de crise.

Os tucanos deixaram claro que enxergam nas prováveis dificuldades a serem enfrentadas pelo governo federal petista uma janela de oportunidades para seu candidato em 2010, seja ele o governador José Serra (São Paulo) ou seu colega Aécio Neves (Minas Gerais).

Em jantar reservado que terminou na madrugada de anteontem, Serra e FHC avaliaram que a crise atingiu o "coração do sistema capitalista" e deverá ter seus efeitos sentidos com mais intensidade no Brasil no ano que vem, o que obrigará Lula a "descer do palanque para governar".

Para eles, o PSDB não deve apostar no "quanto pior, melhor", mas será "agressivo" na fiscalização das ações de Lula.

Anteontem de manhã, falando a uma platéia formada por cerca de 400 militantes tucanos, o ex-presidente foi enfático: "O PSDB tem que dar apoio às medidas necessárias, mas não um cheque em branco".

E foi irônico: "Nosso presidente, que é um grande economista, foi o primeiro a difundir esta teoria: aqui é uma ilha, se vier [a crise], vem marola. (...) Nós sentimos já o efeito da crise sob duas formas: a questão financeira, porque os bancos tiveram problemas, e a diminuição da exportação".

Para o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, "a crise eliminou o excesso de otimismo". "O presidente não vai ter nenhuma ilusão para prometer. Tem é um governo para governar."

Serra se disse "preocupado". "Na esfera do Estado trabalhamos para que a crise seja minimizada, inclusive mantendo os investimentos", afirmou ele.

Sem pânico

A ministra da Casa Civil, nome mais cotado no PT para disputar a sucessão de Lula, procurou tranqüilizar os prefeitos eleitos de seu partido no Estado --64--, onde ela precisa aumentar seu apoio interno.

"Nós não quebramos e não vamos quebrar. Somos parte da solução. Vamos manter o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os investimentos no pré-sal (petróleo)", disse a ministra.

O ex-ministro da Fazenda e deputado federal, Antonio Palocci foi na mesma linha.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (37) 27/11/2009 09h49
Marcio Marques Alves (37) 27/11/2009 09h49
Gostei do "IN-VEJA". Realmente é uma síntese dos sentimentos de muitos por aí, à ponto de produzir uma propaganda tão desrrespeitosa ao presidente e a seus colaboladores sem opinião
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Cassio Tavares (669) 27/11/2009 08h47
Cassio Tavares (669) 27/11/2009 08h47
Uma nova revista em breve estará circulando na imprensa brasileira. Ah, o nome da revista : IN-VEJA. 4 opiniões
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Fábio Sant´Anna (161) 26/11/2009 23h14
Fábio Sant´Anna (161) 26/11/2009 23h14
LULA,Você fala demais,e quem age assim,acaba falando bobagens!!!!
Você se acha o "MÁXIMO",porém não consegue
a presença dos Presidentes Latinos,para a reunião
em Manaus!!!!Que cano coletivo,hein????
Nem seu mentor CHÁVEZ apareceu!!!!
Estamos vendo a moral que nosso Presidente e seu
assessor Marco TOP TOP tem com os "GRANDES ES-
TADISTAS" sulamericanos!!!
17 opiniões
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