Publicidade

Publicidade
Brasil
26/11/2008 - 15h00

Em parecer, relator recomenda cassação de Paulinho por quebra de decoro

Publicidade

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, no Conselho de Ética da Câmara, recomendou nesta quarta-feira a cassação do parlamentar.

Paulinho não fez sua defesa nem acompanhou o julgamento da ação, movida pelo PSOL contra ele, por quebra de decoro parlamentar. "A ausência [do deputado] se deve à sensação que ele está de que sua presença [poderia causar constrangimentos]", afirmou o advogado Leônidas Ribeiro, que defende o parlamentar.

Ricardo Marques/Folha Imagem
Relator no Conselho de Ética da Câmara recomenda cassação do deputado Paulinho
Relator no Conselho de Ética da Câmara recomenda cassação do deputado Paulinho

"Isso não é julgamento. É linchamento. Prática que faz lembrar tempos da barbárie", reiterou a defesa.

Tramitação

No começo do mês, Piau pensou em pedir a prorrogação do prazo para a conclusão do processo por mais 60 dias, mas acabou desistindo. O prazo, que acabaria em agosto, já foi prorrogado uma vez, por 90 dias.

Oficialmente, o processo deve ser encerrado no dia 15 dezembro. No entanto, a expectativa do relator é que a votação, no Conselho de Ética, seja concluída até a próxima semana.

Se o conselho aprovar a cassação do mandato de Paulinho, o processo será remetido para a Mesa Diretora da Câmara, que, por sua vez, encaminhará o caso para o plenário da Casa, que deverá votar o assunto.

BNDES

Paulinho é suspeito de participar de um suposto esquema de desvio de verbas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.

A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como um dos principais responsáveis pelo esquema.

A PF conduziu a Operação Santa Tereza, que desbaratou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.

Gravações telefônicas associariam o deputado federal ao esquema de irregularidades. A escuta feita com ordem judicial na operação indicou que Moura tratou com representantes do Ministério dos Esportes em nome de Paulinho. O deputado nega as acusações.

Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
avalie fechar
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
avalie fechar
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (276)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca