Em parecer, relator recomenda cassação de Paulinho por quebra de decoro
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, no Conselho de Ética da Câmara, recomendou nesta quarta-feira a cassação do parlamentar.
Paulinho não fez sua defesa nem acompanhou o julgamento da ação, movida pelo PSOL contra ele, por quebra de decoro parlamentar. "A ausência [do deputado] se deve à sensação que ele está de que sua presença [poderia causar constrangimentos]", afirmou o advogado Leônidas Ribeiro, que defende o parlamentar.
| Ricardo Marques/Folha Imagem |
![]() |
| Relator no Conselho de Ética da Câmara recomenda cassação do deputado Paulinho |
"Isso não é julgamento. É linchamento. Prática que faz lembrar tempos da barbárie", reiterou a defesa.
Tramitação
No começo do mês, Piau pensou em pedir a prorrogação do prazo para a conclusão do processo por mais 60 dias, mas acabou desistindo. O prazo, que acabaria em agosto, já foi prorrogado uma vez, por 90 dias.
Oficialmente, o processo deve ser encerrado no dia 15 dezembro. No entanto, a expectativa do relator é que a votação, no Conselho de Ética, seja concluída até a próxima semana.
Se o conselho aprovar a cassação do mandato de Paulinho, o processo será remetido para a Mesa Diretora da Câmara, que, por sua vez, encaminhará o caso para o plenário da Casa, que deverá votar o assunto.
BNDES
Paulinho é suspeito de participar de um suposto esquema de desvio de verbas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.
A instituição é acusada de receber R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura, preso pela Polícia Federal e apontado pela Procuradoria da República como um dos principais responsáveis pelo esquema.
A PF conduziu a Operação Santa Tereza, que desbaratou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.
Gravações telefônicas associariam o deputado federal ao esquema de irregularidades. A escuta feita com ordem judicial na operação indicou que Moura tratou com representantes do Ministério dos Esportes em nome de Paulinho. O deputado nega as acusações.
Leia mais
- Novo inquérito no STF apura desvios na central de Paulinho
- Piau desiste de prorrogar investigação contra Paulinho no Conselho de Ética
- Testemunhas de Paulinho não comparecem para depor no Conselho de Ética
- Paulinho tentará desqualificar acusações e reiterar que é vítima de perseguição
- Relator vê fim do caso Paulinho só após eleição
Especial
- Leia mais sobre Paulo Pereira da Silva
- Leia mais sobre a Operação Santa Tereza
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



avalie fechar
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
avalie fechar
avalie fechar