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Brasil
27/11/2008 - 12h18

Sem acordo com oposição, Câmara deve adiar votação de reforma tributária para 2009

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara deve deixar a votação da reforma tributária para 2009 diante do impasse entre governo e oposição em torno da proposta. Apesar de líderes governistas ainda apostarem na votação este ano, a oposição disse estar disposta a apoiar a votação da reforma no ano que vem caso o adiamento seja acertado entre os parlamentares.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu que a Câmara não votará a proposta na próxima semana, como defendem os governistas. Como o Senado aprovou duas medidas provisórias de reajustes nos salários dos funcionários públicos que chegam à Câmara trancando a pauta de votações, a reforma teria que ser analisada em dezembro.

As mudanças no sistema tributário, porém, precisam ser aprovadas em dois turnos pelos deputados --o que dificulta ainda mais a sua análise este ano. A prioridade da Câmara em dezembro será analisar o Orçamento Geral da União de 2009, deixando a reforma em segundo plano.

Chinaglia ainda quer concluir na próxima semana a votação da PEC (proposta de emenda constitucional) com mudanças no rito de tramitação das medidas provisórias, tema que se tornou uma espécie de "bandeira" do seu mandato à frente da Casa Legislativa.

Chinaglia atribuiu a demora na análise da reforma tributária ao excesso de medidas provisórias editadas pelo Executivo.

"Esse excesso de medidas provisórias vai fazer aqueles que queriam a reforma vítimas das próprias MPs. Eu queria ter votado a reforma no primeiro semestre, mas não foi possível exatamente pelas medidas provisórias que trancam a pauta", disse Chinaglia.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), mantém o otimismo na aprovação da reforma ainda em 2008. Nos bastidores, porém, os governistas reconhecem que não têm os 308 votos necessários para aprovar a PEC (proposta de emenda constitucional) com as mudanças no sistema tributário nacional.

Por este motivo, a base aliada começa a admitir a possibilidade de adiar a reforma para 2009 --embora oficialmente mantenha o discurso do otimismo. "O governo trabalha para votar a reforma tributária este ano. A oposição obstrui o plenário e trouxe a proposta de se negociar por mais dois meses, deixando para o ano que vem. Mas o governo trabalha para mobilizar sua base e superar a obstrução da oposição", disse Fontana.

O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), disse esperar que a base aliada desista de colocar a reforma em votação até o final do ano.

"Acho que o governo percebeu que o ambiente não é propício para votar reforma este ano. Temos a intenção de fazer a busca de entendimento com o governo se for realizado nos três primeiros meses do ano que vem. Aí sim começaríamos a trabalhar a partir da semana que vem para buscar a refeitura desse parecer", afirmou o tucano.

Comentários dos leitores
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Quanto a reforma politica e a situação tributaria do brasil, a opsição do governo lula, pelos partidos do PSDB, e DEMO, atingo (PFL), esta ganhando de PSDB 10 X 0 LULA, não conseguir levar pra frente a reforma triburaria, derrubou a CPMF, levando os municipios brasileiro a uma calamidade publica na área da saúde, consegundo assim os seus objetivos, levando os mais pobres, para maiores necessidade, desconforto, desorientação, muitos sem saber aonde ir buscar tratamentos para seus casos de saude, que cada vez mais, aparece duenças dificieis de curas, como estamos a 11 anos com os problemas da dengue, e agora com a onda da gripe suina, e o que mais esta por vir. Na verdade o que se sabe é que as secretaqria de saude, o ministério da saude, ficam dando informções na midia, mas na ponta, nos municipios nãi exite preparo neenhum, se que levam orientação para os profissionais da area, no tratamento o que tenho visto no municipis em que mora, sempre tém os médicos de responsabilidade que da uma atenção maior nas consultas dos pacientes gripados, e existem aqueles médico da rede publica que vai no posto cumprir com seu horários de trabalho uma vez por semana, quando volta naquele posto de saude para dar o segundo plantão depois de 10 dias, não sabe o que aconteceu com o parciente com suspeita da girpe suina, não existe uma preocupação efetiva com as doenças porque os prefeitos não tem recurso para investir na hora necessaria. sem opinião
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Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 2 opiniões
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