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Brasil
27/11/2008 - 18h06

Juiz Ali Mazloum mantém proibição à participação da Abin na abertura de lacres

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da Folha Online

O juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, manteve a decisão de proibir a participação de oficiais da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na abertura de documentos sigilosos apreendidos pela Polícia Federal. A decisão foi tomada no pedido de reconsideração feito pela AGU (Advocacia Geral da União).

No último dia 6, Mazloum autorizou mandados de busca e apreensão em endereços utilizados pelo delegado da PF Protógenes Queiroz, nas residências de agentes da Abin e no centro de operações da superintendência da agência no Rio de Janeiro.

A ação, comandada pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, provocou uma crise institucional. Além de celulares e documentos, agentes da PF apreenderam computadores com informações estratégicas e de segurança nacional, de uso exclusivo da Presidência.

Os documentos foram apreendidos pela PF nas residências de agentes da Abin que participaram da Operação Satiagraha.

De acordo com o decisão, a Abin não poderá interferir nos trabalhos do presidente do inquérito policial. "Fica vedada, também a participação de qualquer agente estranho aos quadros da Polícia Federal, facultando-se, unicamente, o acompanhamento pelo Ministério Público Federal, caso venha a manifestar interesse neste sentido, por ser o destinatário das provas e o titular da ação penal", diz a decisão de Mazloum.

Ao negar a participação dos agentes na abertura dos documentos, o juiz lembra que a Abin é investigada justamente por conta do ato de alguns de seus agentes. Ele afirma que o argumento de que há risco para a segurança nacional na manipulação de tais dados "é forte, impressiona, mas não convence". "O foco da investigação não está na atividade própria do órgão (coleta de dados sensíveis para o Estado), mas na aludida atividade ilícita virtualmente realizada por seus agentes", afirma a decisão.

Para Mazloum, a simples presença física de agentes da Abin no local em que o material for analisado não é garantia de que não haverá vazamentos."Ao contrário, quanto mais pessoas, maior o risco do vazamento. O que efetivamente pode obstar a publicidade de informações sigilosas é a lei".

Procurada pela reportagem, a AGU informou que assim que for notificada sobre a decisão deve encaminhar aos órgão envolvidos --GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Abin e ministério da Justiça-- para analisar a possibilidade de recorrer ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). Também procurada, a Abin não se manifestou a respeito.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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