Brasil
28/11/2008 - 17h50

Após encontro com Lula, Serra nega ser contrário à reforma tributária

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Ao deixar o Palácio do Planalto nesta sexta-feira, o governador José Serra (PSDB) defendeu uma série de propostas que viraram bandeiras do governo federal. O tucano se disse favorável à reforma tributária, à postergação da cobrança do Simples e elogiou as medidas adotadas que visam combater a contaminação da crise financeira internacional.

O governador disse que sua visita foi para "trocar idéias" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tom da visita foi de cordialidade e de política de boa vizinhança, como afirmaram alguns interlocutores tucanos.

"Nós estamos jogando aí na base da cooperação. Nada de quanto pior, melhor. Não se pode trabalhar no quanto pior, melhor, nem misturar política partidária com questão da crise porque o Brasil precisa ser preservado da crise [financeira internacional] em qualquer circunstância", disse o governador.

Serra e Lula conversaram por cerca de uma hora, sem outras pessoas presentes, no gabinete do presidente da República.

No momento em que foram feitas imagens do encontro os dois sorriam bastante e conversavam em um tom mais baixo do que o normal, segundo fotógrafos.

"[Vim aqui] para trocar idéias sobre as questões tributárias, inclusive essa das medidas. Há muito equívoco a esse respeito. Não há ninguém nesse país que defenda mais a reforma tributária. Pode ser que tenha alguém que defenda com a mesma intensidade", afirmou Serra.

Crítico dos principais pontos abordados pela reforma tributária em negociação no Congresso Nacional, o governador negou que seja resistente à proposta. Porém, seus interlocutores fazem campanha na Câmara e no Senado para evitar a unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e sua cobrança no destino.

De acordo com os tucanos, a unificação do ICMS e a cobrança do imposto no destino podem causar um prejuízo de cerca de R$ 16 bilhões para o Estado de São Paulo. Mas hoje o governador optou por um discurso diplomático sobre o assunto. Serra contemporizou as divergências.

"Os problemas são as medidas e os detalhes. Minha preocupação não é regional, é nacional. Reforma tributária é uma coisa muito delicada, pela complexidade que envolve, pela dificuldade jurídica que envolve [a discussão]", disse o governador.

Segundo Serra, é fundamental haver um acordo entre a União, os Estados e os municípios, do contrário, há riscos de mais polêmicas e divergências. "Às vezes, o diabo reside nos detalhes", disse ele.

Na Câmara, a proposta de reforma tributária aguarda votação no plenário da Casa. Os governistas buscam acordo com os partidos de oposição na tentativa de garantir que a PEC (proposta de emenda à Constituição) seja aprovada, mas há restrições do PSDB e DEM.

Comentários dos leitores
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Francisco Ramos (87) 31/07/2009 17h31
Quanto a reforma politica e a situação tributaria do brasil, a opsição do governo lula, pelos partidos do PSDB, e DEMO, atingo (PFL), esta ganhando de PSDB 10 X 0 LULA, não conseguir levar pra frente a reforma triburaria, derrubou a CPMF, levando os municipios brasileiro a uma calamidade publica na área da saúde, consegundo assim os seus objetivos, levando os mais pobres, para maiores necessidade, desconforto, desorientação, muitos sem saber aonde ir buscar tratamentos para seus casos de saude, que cada vez mais, aparece duenças dificieis de curas, como estamos a 11 anos com os problemas da dengue, e agora com a onda da gripe suina, e o que mais esta por vir. Na verdade o que se sabe é que as secretaqria de saude, o ministério da saude, ficam dando informções na midia, mas na ponta, nos municipios nãi exite preparo neenhum, se que levam orientação para os profissionais da area, no tratamento o que tenho visto no municipis em que mora, sempre tém os médicos de responsabilidade que da uma atenção maior nas consultas dos pacientes gripados, e existem aqueles médico da rede publica que vai no posto cumprir com seu horários de trabalho uma vez por semana, quando volta naquele posto de saude para dar o segundo plantão depois de 10 dias, não sabe o que aconteceu com o parciente com suspeita da girpe suina, não existe uma preocupação efetiva com as doenças porque os prefeitos não tem recurso para investir na hora necessaria. sem opinião
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Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
Monica Rego (213) 17/06/2009 18h42
P$DEM não tem proposta para o país seu choque de gestão é o que a de pior para o povo que necessita de políticas publicas!!! sem opinião
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Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
Valter Souza (37) 17/06/2009 15h39
O Sr Serra deveria se recolher aos aposentos pois falar que a reforma é um "horror" que é isso ou aquilo e não dar nenhuma explicação do que está errado isso é só politicagem!!! 2 opiniões
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