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Brasil
01/12/2008 - 09h00

TCU vê irregularidades nas novas sedes do Judiciário

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da Folha Online

Auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) apontam irregularidades na construção das novas sedes em Brasília do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Juntas, as obras custarão cerca de R$ 800 milhões, informa nesta segunda-feira reportagem de Hudson Corrêa, Lucas Ferraz e Felipe Seligman, publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, na construção do TRF, "irregularidades graves" representam, de acordo com a auditoria, prejuízos ao erário de R$ 58 milhões, ou 12,3% dos R$ 477,8 milhões a serem gastos. Só com o ar-condicionado poderiam ser economizados R$ 25,8 milhões, dizem os auditores.

Em relação ao TSE, a Folha informa que os questionamentos levaram a uma redução de R$ 4 milhões no valor da obra. Agora o prédio custará R$ 324 milhões, mas o próprio TSE diz que, após estudos, poderá economizar mais R$ 22 milhões.

Outro lado

À reportagem, o TRF da 1ª Região negou sobrepreço e irregularidade na aquisição do ar-condicionado.

A empresa Via Engenharia, líder do consórcio contrato para construir o prédio, informou que, "por questões contratuais, apenas o contratante [TRF] pode se manifestar sobre a obra". A Camargo Corrêa disse que não pode falar isoladamente sobre o caso e a Construtora OAS não respondeu.

O TRF informou que não poderia responder à reportagem porque membros do controle interno, envolvidos com as obras, concluem reunião com técnicos do TCU só no início desta semana. A assessoria disse não saber se o assunto é o novo prédio.

O TSE, por sua vez, diz que o presidente Carlos Ayres Britto determinou, ao assumir o cargo, em maio, a realização de "estudos de revisão técnica para reduzir o valor" da obra.

O diretor-geral do TSE, Miguel Campos, adianta que haverá redução de R$ 22 milhões - -"fizemos sem o TCU pedir". Frederico Vellenich, engenheiro-chefe do tribunal, explica que a redução será possível com a troca de alguns equipamentos, como pisos mais baratos, e deixando de comprar itens previstos no contrato, como uma plataforma para descarga de caminhões e um carrinho de limpeza --incluído nos serviços de manutenção.

Leia a reportagem completa na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

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