Brasil
01/12/2008 - 11h53

PSOL faz homenagem a Protógenes na Assembléia de SP

Publicidade

da Folha Online

A bancada do PSOL realiza na tarde desta segunda-feira, na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma manifestação em apoio ao delegado federal Protógenes Queiroz, segundo informações do gabinete do deputado Carlos Gianazzi (PSOL).

Protógenes coordenou a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e depois foi afastado do caso pela cúpula da PF.

O PSOL classifica o delegado como "brilhante servidor público" e condena a operação de busca e apreensão no apartamento de Protógenes.

O delegado foi afastado do comando das investigações em julho, quando deu início a um curso superior na Polícia Federal. Oficialmente, a PF divulgou que o delegado deixou o caso para participar do curso.

Posteriormente, porém, Protógenes confirmou que foi afastado da Satiagraha pela cúpula da Polícia Federal devido à sua postura adotada nas investigações.

O delegado retornou às atividades na PF na semana passada, depois de quatro meses de curso, quando foi informado de seu afastamento da Diretoria de Inteligência da PF.

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, afirmou que o afastamento de Protógenes é conseqüência do perfil "quase partidário" adotado pelo delegado desde que deixou o comando da Satiagraha. Corrêa considerou "normal" substituí-lo de setor após as denúncias de irregularidades na operação.

"A área de inteligência é muito sensível para abrigar alguém que já tenha um perfil quase que partidário. (...) A regra no setor de polícia é a regra da apartidarização. O funcionário público da Polícia Federal só pode ser partidário quando entra na cabine de votação e dá o seu voto", afirmou Corrêa.

Protógenes considerou uma "surpresa" que "combater a corrupção" possa significar uma ação partidária. "Por combater a corrupção, por não querer atrocidades contra a sociedade, contra o meu país, isso pode ser classificado como cunho ideológico-partidário? Isso para mim é uma surpresa", disse.

"A população brasileira está indignada com o que está acontecendo. Então, a indignação do povo brasileiro é filiação partidária?", questionou. Ele negou que seja candidato a cargos públicos e disse que quer apenas atuar na função à qual a direção da PF o designar.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
avalie fechar
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4924)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca