Brasil
01/12/2008 - 19h59

Protógenes diz que novo relatório da PF sobre Dantas "espelha" seu trabalho na Satiagraha

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THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online

O delegado Protógenes Queiroz, afastado da condução da Operação Satiagraha, disse hoje que o novo relatório da Polícia Federal sobre o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, "espelha" e "corrobora" com a investigação que ele fez do caso. O delegado Ricardo Saadi, que assumiu a investigação no lugar de Protógenes, fez um novo pedido de prisão do banqueiro --o terceiro em quatro meses--, segundo reportagem da Folha.

Marlene Bergamo/Folha Imagem
Delegado Protógenes Queiroz diz que não pensa em entrar na política e que pretende continuar atuando na Polícia Federal
Delegado Protógenes Queiroz diz que não pensa em entrar na política e que pretende continuar atuando na Polícia Federal

"A maior resposta à sociedade é o próprio segundo relatório que espelha o meu relatório. Não só corrobora como ratifica toda a coleta de dados feita anteriormente, inclusive até colocando ali o tráfico de influência de algumas expoentes do próprio cenário da República", afirmou Protógenes antes de ser homenageado pelo PSOL na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Utilizando esses argumentos, Protógenes disse não ter ficado surpreendido com o novo pedido de prisão feito por Saadi, que preside o inquérito contra o banqueiro e chefia a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros em São Paulo.

Protógenes aproveitou o evento para elogiar o juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. "Ele tem se mostrado ao longo dos anos com forte nível de isenção."

Questionado se houve erro durante sua participação na Operação Satiagraha, Protógenes disse que sim. "Houve erro quando vazou a operação."

Pressão

Protógenes disse que sofreu pressão durante as investigações da Satiagraha. "O que aconteceu comigo não foi surpresa, O que foi surpresa foi a exposição da minha família. Foi uma forma de me pressionar da forma mais baixa possível."

Apesar disso, ele afirma que não pretende deixar a corporação. "Não penso em deixar a PF. Entrei na PF por um ideal, que é combater a corrupção."

Questionado sobre a origem dessa pressão, ele afirmou: "Não dá para identificar de onde vem essa força. Há diversos colaboradores do bandido Daniel Dantas com a tentativa de produzir provas por meio de investigações. E isso durante todo o processo".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (356) 25/06/2009 15h46
Igor Bevilaqua (356) 25/06/2009 15h46
Em se tratando de "JUSTIÇA" no (B)brasil..., tudo é possível..., até "autoridades" de duvidosa conduta..., julgar e condenar quem cumpre a risca e com honestidade seu dever.
Ps: No (B)brasil você trabalhar ou cumprir missões com "HONESTIDADE" é perigoso..., você vai ser acusado e indiciado, vai perder o emprego no estado e se possível vai ser condenado, lembrem-se que este é o país dos bandidos.
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Rui Ruz Caputi Caputi (1350) 25/06/2009 14h02
Rui Ruz Caputi Caputi (1350) 25/06/2009 14h02
Não existirá juíz nesse imenso Brasil que possa condenar o Protógenes se o seu senso de justiça e cidadania estiver em harmonia com o povo brasileiro. 1 opinião
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Tito Oliv (129) 25/06/2009 13h39
Tito Oliv (129) 25/06/2009 13h39
Sob suspeita está o juiz Mazloun e com condenação quase certa. O caso, já um pouco antigo, está em julgamento. Já são 4 votos por remoção e um por repreensão. Punição haverá. Motivo: favorecimento de reu. Parece, talvez até pela demora do julgamento - 4 anos, que Mazloun se sentia intocável. Permitir a Daniel Dantas participar da acusação é o mesmo que privatizar a Justiça. Atenta contra uma das mais características do Estado e do "estado de Direito", este último invocado pelo próprio Mazlon, dias atrás, quando alegou que o processo e a condenação eram "perseguição política". Bem apropriado. Se Protógenes errou deve ser punido, mas não linchado moralmente como está sendo. Nem mesmos os PM acusados de matar uma mulher no Rio de Janeiro estão tendo o mesmo tratamento. O pedido de Dantas é por vingança. Acostumado a viver à sombra do poder, hábito que começou com Collor e teve seu auge com FHC, lesou o que pode dos fundos de pensão - poupança feita com dinheiro de trabalhadores assalariados e do Tesouro -, vivendo hoje à "tripa forra" em um país de pobres. O que levou na intermediação da privatização das telefônicas é mais do que o Senado desperdiça por ano. Algo em torno de R$3000.000.000,00. Por baixo. Este dinheiro recuperaria toda a malha viária federal. sem opinião
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