Brasil
01/12/2008 - 20h22

Aécio defende descentralização na escolha do candidato do PSDB de 2010

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O governador tucano de Minas, Aécio Neves, atribuiu hoje ao centralismo da cúpula do PSDB o fato de o partido ter sido derrotado nas últimas eleições. Ele defendeu a descentralização da escolha do candidato tucano em 2010 --jogando para as bases do partido essa definição-- e disse que o PSDB "cansou de perder eleições" por causa da centralização.

A declaração foi em resposta a um questionamento sobre o papel do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na escolha do candidato a presidente, durante entrevista em evento do setor rural em São José dos Pinhais (PR). À noite, Aécio tem encontro com FHC, em Belo Horizonte.

Aécio disse que FHC terá "papel muito importante" nessa decisão por ser uma "liderança respeitável" no partido.

"Mas foi-se o tempo em que uma, duas, ou três pessoas indicavam os candidatos do partido", disse Aécio. "O PSDB cansou de perder eleições, até porque as decisões foram muito centralizadas, e eu faço aqui até a minha mea culpa, eu participei de algumas dessas decisões", afirmou o governador.

Não foi a primeira vez que Aécio criticou as decisões de cúpula no PSDB, incluindo-se entre os caciques centralizadores. Mas foi a primeira vez que ele atribuiu as derrotas eleitorais a essa centralização.

"É preciso que o PSDB inverta um pouco essa lógica e passe a dar mais ouvidos ao Brasil como um todo, com as suas diferenças, com as suas angústias. Só assim nós nos reaproximaremos do Brasil que queremos governar", afirmou.

Nos bastidores do PSDB mineiro, FHC é visto como um defensor da candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra. Aécio tem contra si dentro do partido o fato de Serra ser o tucano mais bem colocado nas pesquisas de intenções de voto, mas vem tentando se manter forte nesse embate interno com uma pregação que busca atrair as bases tucanas e aliados externos.

Ele vem repetindo, a cada fala sobre 2010, que o PSDB precisa definir um projeto para defender na sucessão.

Os potenciais candidatos tucanos fariam suas campanhas internas sustentados nesse projeto e buscando atrair outros partidos. As bases do PSDB escolheriam um nome que melhor agregasse apoios em torno desse projeto do partido.

"Ninguém será candidato apenas porque quer ser. O candidato será aquele que tiver melhores condições de incorporar esse projeto, tirar da população brasileira confiança e tiver capacidade de agregar outras forças políticas no seu entorno. Eu falo com muita objetividade. Acho que temos vários instrumentos e um deles que não pode ser desprezado são as prévias partidárias."

Comentários dos leitores
Marcos Muniz (116) 27/11/2009 18h37
Marcos Muniz (116) 27/11/2009 18h37
Até 2010,vai ser sempre assim digo so esta começando!!!!!!! agora que vivemos de deboche ha simmm vivemos! eita povinho pequeno....tbm nao tem outra coisa pra apresentar como saida..... sem opinião
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alexandre bakunin (117) 27/11/2009 17h46
alexandre bakunin (117) 27/11/2009 17h46
Anung un Rama (5) 26/11/2009 21h55 disse:
"Aos petistas vermelhos agora de raiva..."
~~~~~~~~~~~~
Caro Hellboy, Exorto V.Sa. a nominar os petistas-vermelhos, um pleonasmo, pela sua verdadeira nomenklatura, que é "comunista-esofágico"
Amos.Atos.Obdos.
sem opinião
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Jonas Mello (1) 27/11/2009 17h46
Jonas Mello (1) 27/11/2009 17h46
Quem acha que uma simples propaganda desse tipo é desrespeitosa com o presidente e seus colaboradores, certamente se mostra desqualificado para entender que uma peça artística dessa natureza goza de certas liberdades que, inclusive, são garantidas pela constituição federal. É a liberdade de expressão. Para quem a carapuça serve, um aviso: cuidado! Se ficar muito à direita, vai cair do banco da história. :) sem opinião
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