Brasil
02/12/2008 - 08h41

Justiça nega acesso de Daniel Dantas a inquérito contra Protógenes

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LILIAN CHRISTOFOLETTI
da Folha de S.Paulo

O juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, rejeitou o pedido da defesa de Daniel Dantas para ter acesso à íntegra do inquérito movido contra o delegado federal Protógenes Queiroz, que investigou o banqueiro por supostos crimes financeiros.

O pedido era interpretado no Judiciário como uma tentativa da defesa de Dantas em adiar a decisão do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, que está prestes a sentenciar no processo em que o banqueiro é acusado de tentar subornar um agente policial.

22.out.2008/Folha Imagem
Justiça nega acesso de Daniel Dantas (foto) a inquérito contra Protógenes
Justiça nega acesso de Daniel Dantas (foto) a inquérito contra Protógenes

Os dois juízes cuidam de desdobramentos diferentes da Satiagraha. No caso de De Sanctis, o foco é Dantas, que responde a um processo em que é acusado de tentar corromper um policial (pronto para sentença) e a um inquérito por supostos crimes financeiros (em fase inicial). No de Mazloum, o foco é Protógenes, que passou da condição de investigador a investigado após a própria Polícia Federal o vincular a supostos excessos cometidos no caso.

Se Mazloum tivesse concordado em abrir o inquérito movido contra o delegado Protógenes, a defesa de Dantas pediria na Justiça o adiamento da decisão de De Sanctis.

Foi a terceira vez que o pedido dos advogados do banqueiro para ter acesso ao inquérito contra o delegado Protógenes foi negado --uma vez por De Sanctis e outras duas por Mazloum. A última rejeição aconteceu na sexta-feira passada.

Em declarações recentes, o advogado de Dantas, Nélio Machado, tem afirmado que dá como certa a condenação de seu cliente por De Sanctis.

Final

O processo em que Dantas é acusado pelo Ministério Público Federal em São Paulo de ter tentado subornar um policial com US$ 1 milhão para ser excluído da investigação da Satiagraha está em fase final, à espera da sentença de De Sanctis.

O juiz é o mesmo que mandou prender Dantas por duas vezes, ainda no início do processo. As duas ordens de prisão foram anuladas por determinação do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

Na decisão final, De Sanctis pode condenar ou absolver o banqueiro em primeira instância. Se entender que Dantas é culpado de tentar corromper um policial com US$ 1 milhão, o juiz poderá decretar novamente a prisão dele, que teria de cumpri-la em São Paulo.

Segundo o Ministério Público, a tentativa de suborno do policial federal se deu por meio de dois emissários de Dantas, que se encontraram três vezes com um policial que havia sido apresentado a eles como o responsável por investigar eventuais crimes financeiros praticados pelo banqueiro.

Na casa de um desses emissários a PF apreendeu R$ 865 mil em dinheiro. Ao ser preso, este disse que o valor pertencia ao Grupo Opportunity, de Dantas, e serviria para pagar o policial.

A defesa de Dantas nega as acusações e critica o que chama de trabalho casado da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça. Diz que o magistrado não é imparcial para julgar o banqueiro.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2713) 10/11/2009 18h53
Antonio Fouto Dias (2713) 10/11/2009 18h53
Tarso Genro defende aumento de salários a policiais do Rio como forma de combater a violência, ora, nem só no Rio, mas da forma que está, creio valer a pena a realização de um estudo de viabilidade de um novo quadro de cargos e salários para as forças públicas de todos os estados, principalmente naqueles em que ocorrem maior criminalidade e não só para o Rio.
O exercício da função de policial exige que se coloque a própria vida em risco, portanto deve ter uma remuneração compativel com suas atividades.
sem opinião
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joão nascimento (170) 10/11/2009 18h37
joão nascimento (170) 10/11/2009 18h37
e otica mesmo ele esta prejudicando o governo eo ministro esta vendo porque não afasta-lo sem opinião
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Abel Clementino de Amorim (6) 10/11/2009 16h31
Abel Clementino de Amorim (6) 10/11/2009 16h31
é a inversão de valores o mocinho é afastado e o bandido está de boa as solta, só nesse país que acontece essas coisas, é o fim quem de fato deveria estar preso não está, prova que nesse país que quem tem dinheiro não é punido. sem opinião
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