Brasil
02/12/2008 - 09h38

Funcionário de Dantas diz que PF crê em operação fantasiosa

Publicidade

MARIO CESAR CARVALHO
da Folha de S.Paulo

A operação de lavagem de dinheiro com debêntures da Santos Brasil S/A, descrita pela Polícia Federal a partir de documentos apreendidos na Operação Satiagraha, é fantasiosa, segundo o diretor financeiro da empresa, Washington Sato.

"É impossível ter acontecido uma operação como essa na Santos Brasil porque só vendemos debêntures em 1998", diz Sato --foram cerca de R$ 70 milhões. As operações descritas nos documentos apreendidos pela PF são de 2005.

No domingo, a Folha mostrou que a PF tem papéis que relatam dois supostos planos de lavagem do dinheiro que Daniel Dantas teria nas Ilhas Cayman. Um deles prevê que o dinheiro circularia por uma série de elos no exterior até chegar a um fundo do banco UBS, em Delaware, paraíso fiscal nos EUA, que remeteria os recursos ao Brasil para a compra de debêntures da Santos Brasil.

No outro plano, seria usada uma "offshore" de Roberto Amaral, ex-diretor da Andrade Gutierrez, para ocultar que o dinheiro saíra de fundos controlados por Dantas. A intenção do banqueiro ao usar o UBS ou a "offshore", crê a PF, era camuflar que o dinheiro usado para adquirir debêntures era dele. Seria o final do processo de lavagem, quando o dinheiro ilegal volta legalizado ao país.

Segundo Sato, nenhum fundo do UBS comprou debêntures da empresa. O UBS de Londres, porém, é acionista da Santos Brasil. Hoje Dantas detém 27% da empresa, e a família Klien, que controla terminais de contêineres no Rio, 21%. Dorio Ferman, sócio de Dantas no Opportunity, detém 20,8% das ações, mas elas não têm direito a voto nas decisões.

Segundo Sato, é equívoco da PF acreditar que Dantas usaria uma empresa com ações na Bolsa para lavar dinheiro: "O Daniel nem sabe onde é a Santos Brasil". O banqueiro e os sócios arremataram o terminal de contêineres de Santos em 1997 por cerca de US$ 250 milhões (R$ 275 milhões na época). Desde então investiram R$ 1 bilhão na empresa, que tem 2.000 empregados e é a maior da América do Sul na sua área.

Comentários dos leitores
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
Vergonha nacional um criminoso como Daniel Dantas recorrer ao Conselho Nacional de Justiça contra um magistrado! Esse criminoso já bagunçou a vida do delegado Protógenes Queirós. As autoridades se transformam, conforme a vontade de Dantas, em rés! Daqui a alguns meses, o Tarso Genro deixará o Ministério da Justiça, acredito que o Dantas possa substituí-lo, pois só ele está certo, os demais delegado, juiz estão errados! Eta república de banana! sem opinião
avalie fechar
flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
meu deus que absurdo, daqui a pouco vamos ter de pagar endenizaçao ao daniel dantas, esse cara nos rouba . ele ja consegui fazer com que o investigador perdesse o emprego, e hagora esta tentando fazer com que o juiz tambem perca seu emprego e todos aqueles que o investigaram pelo que vejo terao o mesmo destino, vejo realmente que seu dinheiro tem muito poder aqui no brasil, ele pode comprar tudo e todos e coitado daquele nao ele nao compra, pois ele o distroi, sem opinião
avalie fechar
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4919)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca