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Brasil
02/12/2008 - 12h54

Termina hoje prazo para Pitta justificar ausência em audiência; família oferece R$ 1.000 por paradeiro

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TATHIANA BARBAR
da Folha Online

Termina às 19h desta terça-feira o prazo de cinco dias concedido pela Justiça para que o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta justifique sua ausência na audiência que julgaria a revisão da pensão alimentícia que paga à ex-mulher Nicéa Camargo.

Pitta teve a prisão decretada pelo juiz Francisco Antônio Bianco Neto, da 5ª Vara da Família de São Paulo. Ele é acusado de não pagar pensão à ex-mulher, e o valor da dívida seria de R$ 100 mil. O ex-prefeito também foi preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, mas solto após conseguir um habeas corpus.

Rogério Cassimiro/Folha Imagem
Família oferece R$ 1.000 por paradeiro do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta
Família oferece R$ 1.000 por paradeiro do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta

A justificativa pela ausência na audiência deve ser apresentada à 6ª Vara da Família, onde corre a revisão da pensão. Caso o ex-prefeito não prove que estava viajando na ocasião, como alegado por sua defesa, o caso será arquivado na 6ª Vara.

Pitta pede a revisão da pensão, e alega não ter condições de pagar R$ 20 mil mensais à ex-mulher. Ele tenta diminuir a pensão para R$ 7.500, segundo informou à Folha Online o advogado de Nicéa, Alexandre Slhessarenko.

No entanto, a defesa de Nicéa quer aumentar o atual valor, e pretende arrolar no processo, para provar que o ex-prefeito tem dinheiro para pagar o valor da pensão, testemunhas como o investidor Naji Nahas e o delegado Protógenes Queiroz.

A família de Nicéa ofereceu na última quinta-feira, dia da audiência em que Pitta se ausentou, R$ 1.000 a quem souber o paradeiro do ex-prefeito, informou à Folha Online a filha do casal, Roberta.

Slhessarenko, no entanto, não concorda. "Não fui consultado sobre isso e não concordo, mas não conversei com Nicéa sobre o assunto."

O advogado disse também que a Polícia Federal deve entrar a qualquer momento, oficialmente, para ajudar na busca a Pitta.

Penhora

Os problemas com a pensão recebida do ex-prefeito não são de agora. Em janeiro de 2001, Nicéa virou cliente da seção de penhor da CEF (Caixa Econômica Federal) um mês depois de começar a receber do ex-marido a pensão alimentícia provisória de R$ 5.000.

De janeiro a abril daquele ano, Nicéa afirmou ter posto no "prego" oito lotes de jóias para pagar as despesas mensais. Cada quinhão, disse, rendeu entre R$ 400 e R$ 1.500.

"Vão-se os anéis, ficam os dedos. Minha dignidade não foi embora com as jóias que estavam penhoradas e perdi. Mas não me envergonho. Essa minha situação delicada é uma prova de que não entrei no esquema", afirmou sobre as denúncias de corrupção que fez contra o marido em 2000.

Em 2005, a ex-primeira-dama quase foi parar no olho da rua. Na ocasião, ela sofreu uma ação de cobrança por taxas de condomínio não pagas que caminhava para seu despejo do apartamento que dividiu com Pitta enquanto foram casados.

Outro lado

A reportagem já entrou em contato com o escritório do advogado de Pitta, Remo Battaglia, mas ainda aguarda um retorno.

O ex-prefeito quer indenização de 2.000 salários mínimos por danos morais sofridos durante sua prisão na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. O valor da indenização corresponde a R$ 830 mil.

Durante a Satiagraha, o ex-prefeito foi flagrado por câmeras em sua residência, de pijamas, ao ser preso, algemado, pela PF. Na operação, foram presos, Pitta, o banqueiro Daniel Dantas e Nahas, entre outras pessoas. Eles foram soltos após habeas corpus concedidos pela Justiça.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada pela Folha (só para assinantes), Pitta, que está foragido, tem se comunicado uma vez por dia com a atual mulher, Rony Golabek. "Ele já se encontrou com um médico, pois tem diabete e pressão alta."

De acordo com Golabek, Pitta "estava intermediando a venda de faculdades, apresentando um empresário a outro" antes de ser preso. "Agora, não querem mais vê-lo nos negócios."

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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