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Brasil
02/12/2008 - 16h04

Juiz que condenou Dantas ressalta "imparcialidade" na sentença

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colaboração para a Folha Online

Na sentença que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a dez anos de prisão por corrupção ativa, o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, ressalta a "imparcialidade e independência" da decisão judicial. Leia a íntegra da sentença.

"A sentença configura o momento adequado do juiz se pronunciar sobre o fato e todas as suas circunstâncias. Simplesmente é o sublime ato de julgar no sentido em que deve ser: plenitude, imparcialidade e independência", diz o juiz.

19.nov.2008/Folha Imagem
Polícia Federal pede a prisão de Daniel Dantas à Justiça pela terceira vez
Polícia Federal pede a prisão de Daniel Dantas à Justiça pela terceira vez

Em tópico com o título de "velocidade da decisão e vontade popular", De Sanctis relata uma espécie de "campanha" da defesa dos réus com o objetivo de desqualificá-lo.

"A defesa dos acusados tem se valido da imprensa para alardear ou difundir que este juízo atua apenas para atender e satisfazer a vontade popular que considera viciada, em ver poderosos criminosos na prisão, mais uma vez tentando enodoar, manchar ou macular as decisões deste juízo."

Segundo ele, sua decisão não aconteceu sem antes ter analisado todos os pedidos da defesa. "Não se trata de estar acima do bem e do mal, muito menos de 'atropelar' a lei como propagam os acusados em seus Memoriais em seus vários habeas corpus", afirma.

Decisão

Na decisão de hoje, De Sanctis também condenou o consultor Hugo Chicaroni e o assessor de Dantas, Humberto Braz a sete anos de prisão. De acordo com a denúncia, os três tentaram subornar o delegado da PF Victor Hugo Rodrigues Alves --teriam oferecido US$ 1 milhão para excluir o nome de Dantas da investigação. Todos podem recorrer da decisão.

Na sua sentença, De Sanctis afirma que os mandados de prisão devem ser expedidos quando o processo estiver transitado em julgado --quando não há mais possibilidades de recurso--, o que faz com que os réus possam responder em liberdade.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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