Brasil
02/12/2008 - 16h25

FHC descarta se candidatar em 2010 e diz que PSDB tem "mais de um bom candidato"

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da Folha Online

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso descartou nesta terça-feira uma possível candidatura em 2010 e afirmou que o PSDB tem "mais de um bom candidato".

"Eu estou fora do jogo há muito tempo. Devo dizer que o governador Aécio [Neves] e até o governador [José] Serra, também, me pediram em outras ocasiões que eu fosse candidato e eu não quis, porque eu acho que cada um tem que entender o seu momento na história."

FHC também descartou preferência por um ou outro candidato. "Eu sempre que aliso um aliso o outro, porque acho que os dois [Serra e Aécio] são excelentes e não está na hora ainda de definições. Eu repito e digo sempre: o PSDB tem a vantagem de ter excelentes candidatos. Quem pode negar que o Aécio está fazendo um governo excepcional, com competência, com boa gestão, com harmonia, então, é um excelente candidato. Enfim, eu acho que nós temos boas possibilidades."

O ex-presidente disse acreditar no entendimento do partido em torno de um nome. "Haverá possibilidade, imagino eu, de um entendimento e não havendo entendimento, ninguém tem que ter medo de uma escolha democrática. Isso é normal nos partidos."

FHC também comentou o assédio do PMDB ao governador de Minas, Aécio Neves. "Eu acho isso absolutamente fora de propósito. Eu conheço o Aécio a vida inteira, o Aécio é um homem de partido. É claro que o partido tem que entender que ele é um líder e como tal tem que ter todas as condições para se sentir cômodo no partido. Então, não vai haver isso de ir para outro partido. Isso é conversa."

O tucano, no entanto, defendeu uma aliança com o PMDB. "Eu acho que nós devemos também tratar bem o PMDB. Ninguém ganha eleição no Brasil sozinho e o PMDB é um partido muito bem enraizado no país. Então, é natural que nós tenhamos conversas contínuas com o PMDB, com o PPS, com o DEM, com os outros partidos todos que tenham condições de apoiar um projeto."

Relacionamento

FHC falou ainda sobre sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O meu relacionamento com o Lula é ameno. Se você comparar com o que ele dizia a mim a meu respeito, quando eu era governo, você vai ver que eu só faço gentilezas com ele. Além do mais, a minha amizade com ele é anterior a do Aécio. Aqui, uma coisa é pessoal, outra coisa é a política. O relacionamento tem que ser, no plano pessoal, correto, ameno. No plano político, depende das circunstâncias. Agora, não pode haver uma só coisa: é vingança."

O ex-presidente afirmou que, nos últimos anos, a polarização tem se dado entre PT e PSDB. "Isso é normal. Como é nos Estados Unidos, como é na França, como é na Inglaterra? A opinião se divide. Nem sempre sobre tudo. Há matérias que não precisa haver divisão, em certas questões sim. Desde que isso seja levado de uma maneira adequada, ou seja, sem golpe baixo e desde que a divisão seja em função, realmente, de convicções eu acho bom. Não vejo nenhum inconveniente nisso", afirmou.

"Nos últimos anos, a polarização tem se dado entre PT e PSDB, tem sido os dois partidos capazes de propor algum projeto para o Brasil e os outros acompanham", reiterou.

Sobre a provável candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), FHC se esquivou de comentar. "Eu não sei, eu conheço muito pouco a ministra Dilma Rousseff. Não sei se ela é candidata. Se ela for candidata, já estão abusando, porque ela está governo e estão falando nisso. Eu prefiro achar que ela não é."

Comentários dos leitores
trabalho na Matte Leão, divisão da Coca-Cola citada na reportagem, e com essa nova fábrica, temos a meta de dobrar o faturamento de 2007 em 5 anos. No 1º semestre de 2009 (em meio à "crise"), tivemos o maior faturamento nos 108 anos de existência da empresa. Conversando ontem com o presidente da Coca-Cola mundial durante a inauguração da fábrica, ele nos disse que Lula é um gênio. Definitivamente, aqui também ninguém dá bola para o PIG sem opinião
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Gedeão Barros (47) 14/11/2009 19h48
Gedeão Barros (47) 14/11/2009 19h48
Já vem a turminha do fusca novamente com essa conversa fiada de PIG e PCG. São os fanáticos seguidores do Paulo Henrique Amorim. Essa mania de criar siglas para tentar desmotivar a crítica é um mecanismo para tentar acabar com a liberdade de imprensa. Começaram com isso na Venezuela, no Equador e na Argentina e, por enquanto, estão tendo algum sucesso. Não é fato novo. É um velho artifício dos antigos governos totalitários do leste europeu. Cabe a nós, cidadãos cônscios das sutilezas que antecedem e preparam os golpes, impedir que nos tirem o direito de expressarmos com liberdade. Podem inventar siglas e bicho-papões para preparar caminho para alguma intervenção. Vocês ficarão surpresos com a resistência. A liberdade, com respeito às leis, é tudo para nós, principalmente os jovens. Não tentem nos impor esses regimes falidos que massacraram populações durante 70 anos. Infelizmente existem algumas nações que ainda não conseguiram se libertar. Mas é apenas uma questão de tempo. Aqui não, violão! sem opinião
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Acabei de receber a carta seguinte de um fornecedor da Área de Acabamento Materiais de Construção:
"Prezado Cliente
Nós lamentamos os transtornos ocorridos com os seus pedidos e pedimos as nossas sinceras desculpa. Devido ao aquecimento do setor de construção civil no país, com crescimento acima dos níveis previstos, as entregas estão sendo realizadas com um prazo superior ao desejável, em virtude deste aumento da demanda.
Nestes 43 anos de existência, nossa empresa sempre teve como missão conquistar e manter relações de profundo respeito e cordialidade com seus clientes, por isto está informando o problema e a busca da solução. Para normalizar esta situação já tomamos as seguintes medidas:
Em curto prazo:
-adequação do mix e produção
-aumento do quadro de funcionários
-acréscimo do número de horas trabalhadas, com horas extras
-aumento do quadro de transportadores
Em médio prazo:
-crescimento da capacidade instalada com aquisição de novos equipamentos
-instalação de mais um turno de produção"
sem opinião
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