Brasil
02/12/2008 - 18h53

Câmara aprova MP que reajusta salários de servidores públicos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 19h46.

O plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira duas emendas à MP (medida provisória) 440, que reestrutura carreiras do funcionalismo e dá reajustes, beneficiando aproximadamente 90 mil servidores federais --entre ativos e inativos.

As categorias beneficiadas envolvem vários setores do governo federal, como Banco Central, Ministério das Relações Exteriores, Receita Federal e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

A medida segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso a pauta do plenário da Câmara está liberada para a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária, se houver acordo.

As negociações em torno da MP 440 foram cercadas por polêmicas em decorrência de duas emendas elaboradas no Senado. As modificações incluídas vão interferir na equivalência de carreiras de alguns servidores da Previdência com os da Receita Federal. Mas não há definição de percentuais.

Já a outra modificação permite a reorganização de carreiras do Ipea, o que deverá beneficiar aproximadamente 100 servidores. Pela tabela publicada na medida, o salário mais elevado, em 1º de julho de 2010 será de R$ 8.449,13 para a carreira de auxiliar técnico de pesquisa. O menor salário será de R$ 4.917,28 para a categoria de auxiliar técnico de gestão.

No final do mês passado o Senado aprovou modificações para atender algumas categorias específicas. Pela modificação aprovada, auditores, analistas e técnicos da Previdência Social serão transformados em funcionários da Receita Federal.

Essa modificação foi criticada por vários parlamentares que informaram que ela seria inconstitucional por adicionar gastos ao Executivo, o que não é permitido ao Legislativo.

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), sinalizou em plenário que não tem como garantir que o presidente irá sancionar a medida provisória aprovada hoje.

"Respeito todos os servidores envolvidos neste debate, mas preciso esclarecer ao plenário que estas duas emendas alteram sim a remuneração de uma parcela de servidores e se aprovada trazem vício da inconstitucionalidade porque só quem pode criar despesas é o presidente", afirmou Fontana.

Mas o líder disse que haverá "diálogo" com o governo e o Ministério do Planejamento e Orçamento. "Não posso deixar de registrar que as emendas são inconstitucionais."

Os defensores da proposta afirmaram que a modificação se justifica porque garante a equivalência de função entre esses servidores após a criação da Super-Receita.

Comentários dos leitores
O Brasil não consegue sair do círculo vicioso do desenvolvimento ecônomico: salários baixos não produzem consumo, consumo baixo mantém o subdesenvolvimento econômico, que produz salários baixos. Só os mágicos do PT, com seu voluntarismo econômico, acham que economia é questão de vontade e que podem aumentar salários indefinidamente, só porque querem. Evidentemente, esta pregação tem apenas fins eleitorais, porque, quando vencem eleições, aplicam o mesmo arrocho dos "direitistas". Pode-se até inventar um ditado: "Ninguém é mais direitista do que um esquerdista no poder!" É só lembrar os supermecados especiais de artigos importados para os membros da nomenklatura soviética. Assim, todos os governos cortam salários para aumentar empregos e a falta de empregos corta os salários (Veja-se a aceitação generalizada dos cortes salariais para evitar dispensas). OS GOVERNOS T~em resposta para o encolhimento da economia e a manutenção da população atual? Os mais de 6 bilhões de habitantes continuam a existir, a riqueza produzida cai verticalmente. quem não criou progresso pode impedir o retrocesso? sem opinião
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Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Luciano Kampf (4) 08/01/2009 22h44
Esse Osmar Serraglio é um corporativista. Tudo bem que ops servidores que tenham títulos ganhem a gratificação, mas os que ocupam cargos de chefia já nganham gratificação extra devido sua função. Isso está errado. Se querem se dedicar aos estudos, deixem a chefia para outros funcionários, os que já tenham títulos. sem opinião
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Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Leonardo S. (111) 08/01/2009 21h13
Salário médio dos funcionários da câmara, da faxineira ao chefe de gabinete: R$12.000,00. É o salário de gerente de multinacional na iniciativa privada. Dá pra continuar a sustentar isso? Só uma guerra civil resolve... sem opinião
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