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Brasil
03/12/2008 - 07h29

CNJ cancela compra de tapetes persas pelo TJ da Bahia

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LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador

A pedido do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu uma licitação para comprar quatro tapetes persas "de pura lã e garantia de originalidade" para decorar a assessoria de relações públicas e o cerimonial do órgão. Juntos, os tapetes ocupariam uma área de 26,67 metros quadrados.

No edital, o TJ exigia que um dos tapetes deveria ter procedência do "norte da Turquia"; outro, da Índia; e os outros dois, do Irã. A decisão de barrar a compra dos tapetes foi tomada pelo corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp.

No mês passado, Dipp participou de uma correição no TJ da Bahia e constatou que o Judiciário tinha "graves deficiências na prestação de seus serviços".

Em circular, ele escreveu: "[...] mesmo cientificados da precariedade da estrutura verificada na grande maioria das unidades visitadas, o Poder Judiciário da Bahia publicou a carta convite 015/2008 [para a compra dos quatro tapetes]".

Ontem, a presidente do TJ, desembargadora Sílvia Zarif, pediu a apuração dos "equívocos" ocorridos no edital.

"Preliminarmente constatamos que houve um desvirtuamento na preparação e publicação do edital, fato que ganhou dimensões e repercussão negativa para o tribunal. Mandei abrir sindicância para que isso seja apurado e, se for o caso, punir os responsáveis", afirmou.

De acordo com a desembargadora, o desvirtuamento está na discrepância entre o que foi solicitado pela assessoria de cerimonial e o que foi publicado pela comissão de licitação.

A desembargadora disse que o pedido original usa a expressão "tapetes do tipo persa" e, no edital, foi publicado "tapetes persas". A assessoria do TJ informou ainda que o órgão tinha reservado R$ 21 mil para efetuar as compras.

Em nota, o TJ "estranhou" o fato de não ter sido consultado antes da decisão do ministro Dipp e repudia a "forma agressiva" como o órgão foi tratado.

Comentários dos leitores
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
O Sr. Gilmar Mendes deveria fazer mais pelo Estado brasileiro do que vem falando, vemos quase que diariamente corrupção, desmando, abuso de poder e outros penduricalhos e ele vem salvando as autoridades a todo custo. Rabo preso é isso que dá. sem opinião
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jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
Sugestão de reportagem :onde estão os dois primeiros colocados atualmente daqueles concursos para juiz que o Ministro levou bomba. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Esse é o perfil de nossos homens publicos, são governadores e ministros se agredindo com palavras de baixo calão, com ofensas morais de ambas as partes.
No Parlamento eles se agredem sem saber o que estão fazendo, sai palavra e ofensas para todos os lados, é Sarney que briga pelo poder com seus adversários, é o color com a fisonomia transforma e transtornado agredindo violentamente e mandando o Pedro Simon digerir suas palavras, é sem limites mesmo os limetes da ética, mas eles estão ai mesmo, sempre reeleitos, sempre no Poder e do poder não fazendo nada para o povo e sim de acordo com seus interesses.
O que eles aprovam, mais 8000 mil vagas para 8000 mil malandros nas casas legislativas das cidades.
É a liberação da obstrução que a ficha suja poderia gerar na impossibilidades de se candidatarem, eles não aprovaram agora o cara pode ser ladrão devedor de todos os lados que pode ser candidato e o povo coitado sempre esperando por seriedade, honestidade e ética.
Antes eles até que falavam nisso, mas o tempo foi passando e eles esqueceram que existe algo como ética e moral na vida de um cidadão
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