Brasil
03/12/2008 - 08h31

Dantas despreza instituições e é egocêntrico, diz juiz

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da Folha de S.Paulo

O banqueiro Daniel Dantas tem uma personalidade desajustada. Cultiva uma individualidade ímpar e irracional. É egocêntrico. Despreza as instituições públicas e lança mão do terrorismo midiático para alcançar seus objetivos.

Em resumo, essa é a descrição feita pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis na sentença proferida ontem, em que condenou o banqueiro a dez anos de prisão e ao pagamento de multa (R$ 1,4 milhão) e de reparação por danos à sociedade (R$ 12 milhões) por ter tentado subornar um policial para ser excluído de um inquérito.

O magistrado traça o perfil do banqueiro para explicar que a personalidade do réu agravou a sentença dele.

"Existem outras circunstâncias judiciais que lhe são desfavoráveis, a saber: a culpabilidade, circunstâncias e conseqüências do crime, conduta social e personalidade."

Segundo De Sanctis, o banqueiro não pára: "Insiste, alardeia, ilude e intimida, e mais, desvia o foco --ações típicas de alguém que deseja a qualquer custo encerrar a presente ação policial com a destruição da Operação Satiagraha".

Para atingir seu objetivo, continua De Sanctis, o banqueiro segue a "cartilha do vale-tudo". "Usa de terrorismo midiático" para causar infundado pânico social.

Ao longo do processo, diz o magistrado, Dantas "mostrou-se de uma individualidade ímpar e irracional, egocêntrico, que se desvincula facilmente dos parâmetros sociais para satisfação de seu interesse em ver terminada uma determinada operação da Polícia Federal [Satiagraha], mediante oferecimento e pagamento de dinheiro a autoridades".

E o banqueiro não hesita, prossegue o juiz.

"[Dantas] Acredita no dinheiro [...] como algo determinante de suas ações ou omissões, bem como de todas as pessoas que passam por seu caminho. [...] Parafraseando Friedrich Nietzsche [que disse: "Torna-te aquilo que és'], tornou-se aquilo que verdadeiramente é. Revela-se, pois, de personalidade desajustada."

Comentários dos leitores
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
Vergonha nacional um criminoso como Daniel Dantas recorrer ao Conselho Nacional de Justiça contra um magistrado! Esse criminoso já bagunçou a vida do delegado Protógenes Queirós. As autoridades se transformam, conforme a vontade de Dantas, em rés! Daqui a alguns meses, o Tarso Genro deixará o Ministério da Justiça, acredito que o Dantas possa substituí-lo, pois só ele está certo, os demais delegado, juiz estão errados! Eta república de banana! sem opinião
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flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
meu deus que absurdo, daqui a pouco vamos ter de pagar endenizaçao ao daniel dantas, esse cara nos rouba . ele ja consegui fazer com que o investigador perdesse o emprego, e hagora esta tentando fazer com que o juiz tambem perca seu emprego e todos aqueles que o investigaram pelo que vejo terao o mesmo destino, vejo realmente que seu dinheiro tem muito poder aqui no brasil, ele pode comprar tudo e todos e coitado daquele nao ele nao compra, pois ele o distroi, sem opinião
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Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
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