CNJ cria banco de dados para condenados por improbidade
FELIPE SELIGMAN
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O CNJ (Conselho Nacional da Justiça) criou ontem um banco de dados para reunir o nome de todas as pessoas e empresas que já foram condenadas por atos de improbidade administrativa.
Essa "lista suja" deve ficar pronta em três meses e será compartilhada com o Ministério da Justiça, CGU (Controladoria Geral da União) e Ministério Público Federal.
A idéia principal do chamado Cadastro Nacional dos Condenados por Ato de Improbidade Administrativa é efetivar as condenações, ou seja, evitar que tais empresas e pessoas possam, de alguma forma, manter relações com a Administração Pública.
"Muitas vezes, o desencontro de informações proporciona perplexidades inexplicáveis", disse o presidente do CNJ e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.
O nome do acusado só constará na lista se a condenação já tiver transitado em julgado ou se o réu não tiver recorrido da decisão.
Segundo o conselheiro Felipe Locke, responsável pela coordenação do cadastro, as informações não serão disponibilizadas para a população, a fim de evitar a "politização" da lista. "A idéia auxiliar a administração a dar eficácia às decisões judiciais."
Os dados, no entanto, não são sigilosos. Todos os órgãos da administração, sejam federais, estaduais ou municipais, poderão entrar em contato com o Ministério da Justiça ou com a CGU para acessar o cadastro.
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