Piau diz que recomenda cassação de Paulinho com base em fatos, não em suposições
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que relatou o caso do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, suspeito de quebra de decoro parlamentar, no Conselho de Ética, reiterou nesta quarta-feira que seu parecer em favor da cassação do parlamentar se baseou em provas e fatos, não em suposições.
"O deputado se beneficiava com o esquema", disse o relator. "Estudei o processo exaustivamente e não comi na mão de ninguém, como quiseram dizer. O relatório é técnico. Não tinha o direito de manifestar politicamente. Não existem suposições. Fatos e provas."
Na semana passada, Piau disse: "Foi montado um esquema fraudulento". E disse que por este motivo votava "pela perda do mandato de Paulinho".
Paulinho é suspeito de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e tráfico de influência. Ausente na sessão, o deputado participa da 5ª Marcha das Centrais Sindicais, que pretende reunir até 30 mil pessoas em Brasília.
No entanto, Paulinho comentou com interlocutores que espera poder contar com o apoio dos colegas parlamentares da base aliada. "As pessoas que acompanharam o processo sabem das injustiças que estão fazendo contra mim", afirmou ele.
A deputada Solange Amaral (DEM-RJ), que pediu vista do parecer na semana passada, já indicou hoje que votará em favor do relatório que sugere a cassação de Paulinho.
Denúncias
Pelos prazos regimentais, o processo de Paulinho deve ser encerrado até o dia 15. O conselho investigou denúncias de que o deputado se envolveu com um esquema de desvio de verbas no BNDES. O deputado também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.
Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, a ONG recebeu R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura que foi preso sob a acusação de ser um dos principais responsáveis pelo esquema.
A Operação Santa Tereza, conduzida pela PF, desbaratou um esquema supostamente formado por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.
Gravações telefônicas associariam ainda o deputado federal ao esquema de irregularidades.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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