Conselho de Ética rejeita parecer que recomendava cassação e livra Paulinho
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Por 10 a 4, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou o parecer que recomendava a cassação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, por quebra de decoro parlamentar.
Paulinho da Força Sindical fala sobre sua absolvicao
O relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), disse que seu parecer se baseava em provas e fatos, não em suposições.
| Lula Marques/Folha Imagem |
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| Conselho de Ética rejeita parecer que recomendava cassação e livra Paulinho |
"O deputado se beneficiava com o esquema", disse o relator. "Estudei o processo exaustivamente e não comi na mão de ninguém, como quiseram dizer. O relatório é técnico. Não tinha o direito de manifestar politicamente. Não existem suposições, mas sim fatos e provas."
Como o parecer de Piau foi rejeitado, o Conselho de Ética escolherá agora um novo relator para assumir o caso.
Paulinho é suspeito de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e tráfico de influência. Ele, no entanto, não acompanhou a votação do processo.
O deputado comandou a 5ª Marcha das Centrais Sindicais, que pretende reunir em Brasília até 30 mil pessoas. "É uma coincidência. O evento já estava marcado", disse Paulinho.
Acusações
Paulinho é suspeito de envolvimento com um esquema de desvio de verbas no BNDES. O deputado também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.
Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, a ONG recebeu R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura que foi preso sob a acusação de ser um dos principais responsáveis pelo esquema.
A Operação Santa Tereza, conduzida pela PF, desmontou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.
Gravações telefônicas associariam ainda o deputado federal ao esquema de irregularidades.
| Votaram contra a cassação |
|---|
| Fernando Melo (PT-AC) |
| Leonardo Monteiro (PT-MG) |
| Sandes Júnior (PP-GO) |
| Wladimir Costa (PMDB-PA) |
| Efraim Filho (DEM-PB) |
| Dagoberto (PDT-MS) |
| Abelardo Camarinha (PSB-SP) |
| José Carlos Araújo (PR-BA) |
| Marcelo Ortiz (PV-SP) |
| Rômulo Gouveia (PSDB-PB) |
| Votaram pela cassação |
| Paulo Piau (PMDB-MG) |
| Moreira Mendes (PPS-RO) |
| Ruy Pauletti (PSDB-RS) |
| Solange Amaral (DEM-RJ) |
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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