Entenda o caso que originou o processo no Conselho de Ética contra Paulinho
da Folha Online
Atualizado às 16h54.
A Polícia Federal prendeu em abril dez pessoas sob suspeita de integrarem uma quadrilha que desviava parte dos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a prefeituras e empresas privadas. Os empréstimos, segundo a PF, eram obtidos por meio de influência política.
| Lula Marques/Folha Imagem |
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Entre os presos estava o advogado Ricardo Tosto, que fazia parte do Conselho de Administração do BNDES como representante da Força Sindical e era suspeito de usar o cargo para influenciar a liberação de empréstimos da instituição.
Em 15 páginas, o relator do processo contra Paulinho no Conselho de Ética, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentou os fatos que o levaram a concluir que "foi montado um esquema fraudulento sobre a liberação de verbas pelo BNDES" com a anuência do deputado: "Ele sabia do esquema fraudulento e o apoiava antes de ser deflagrada a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal", afirmou.
Para ele, Paulinho se beneficiou com a atuação de Ricardo Tosto e de João Pedro Moura. Tosto era conselheiro do BNDES na época da liberação de empréstimos. Moura ocupava o mesmo cargo quando foi liberado dinheiro à ONG Meu Guri, presidida pela mulher do pedetista.
Segundo o relatório, baseado em inquérito da Polícia Federal, parte do dinheiro liberado pelo banco foi distribuída entre Paulinho e outros integrantes do esquema. Nove cheques foram identificados pela PF em contas de pessoas ou ONGs ligadas ao esquema.
No entanto, auditoria interna realizada pelo BNDES concluiu que não foram encontrados indícios de irregularidades nos empréstimos concedidos à Prefeitura de Praia Grande.
Outro lado
Em nota, a assessoria de Tosto informou que ele não usou cargo para influenciar na liberação de empréstimos do BNDES.
"Cabe destacar que pedidos de empréstimos ao BNDES não passam nem jamais passaram pelo Conselho, o que torna impossível a injusta acusação feita. O próprio BNDES, depois de minuciosa auditoria, concluiu que os empréstimos foram feitos dentro do maior rigor. Logo, se não houve irregularidade, o então conselheiro não pode ter participado dela", diz em nota a assessoria de Tosto.
Paulinho comemorou sua absolvição pelo Conselho de Ética da Câmara ao afirmar que os deputados fizeram "justiça" porque ele não tem ligações com irregularidades cometidas no BNDES. Ele rebateu críticas de que sua absolvição representa mais uma "pizza" articulada pela Câmara.
"A pizza que tinha era a tentativa de me ligar à corrupção. Na ditadura militar, em que eu era militante, eles matavam os militantes, vários companheiros nossos foram mortos. Agora, eles não matam Tentem denegrir as pessoas para acabar, desmoralizar com elas. Hoje fica claro que era perseguição", afirmou.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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