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Brasil
03/12/2008 - 14h41

Parlamentares pedem para Procuradoria investigar ex-tenente do Exército por tortura

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Parlamentares do PSOL, PT, PC do B e PSB protocolaram nesta quarta-feira representação na PGR (Procuradoria Geral da República) com pedido de investigação sobre o ex-tenente do Exército Marcelo Paixão Araújo. Os deputados querem que o Ministério Público identifique os crimes de tortura cometidos durante o regime militar (1964-1985).

A representação foi motivada por entrevista concedida por Paixão à revista "Veja", em 1998, na qual o ex-tenente admite que torturou "dezenas de presos políticos" durante o regime militar. Entre os instrumentos utilizados por Paixão para torturar os presos, o ex-tenente menciona choques elétricos, pau-de-arara, cassete e agressões físicas.

Apesar da entrevista ter sido concedida há dez anos, os parlamentares quiseram usá-la como símbolo em meio à discussão, no governo federal, sobre a prescrição de crimes de tortura cometidos na ditadura.

"Isso é algo que queremos que não aconteça nunca mais. A nossa leitura da Lei de Anistia é que ela não faz prescrever esse tipo de crime. Nem a ditadura admitia", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Os parlamentares sustentam que a imprescritibilidade dos crimes contra a humanidade está consagrada no Direito Internacional dos Direitos Humanos e que o Brasil, ao ratificar os tratados e convenções sobre a matéria, se comprometeu a não violar este princípio --o que ocorreria caso a Lei de Anistia fosse utilizada para perdoar práticas como a tortura.

Os deputados também pedem, na representação, que o Ministério Público apure se as vítimas do ex-tenente tiveram direito a indenização pelos crimes da ditadura. Os parlamentares propõem que a União seja ressarcida por Paixão pelos gastos que teve em função dos crimes por ele cometidos --caso alguma indenização aos presos já tenha sido oferecida pelo governo.

Além de Alencar, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), Iriny Lopes (PT-ES), Janete Pietá (PT-SP), Jô Moraes (PC do B-MG), Luiz Couto (PT-PB), Luiza Erundina (PSB-SP) e Pedro Wilson (PT-GO) assinam a representação encaminhada à PGR.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que vai encaminhar a representação para o Ministério Público de Minas Gerais --uma vez que Paixão serviu como tenente no 12º Regimento de Infantaria do Exército, em Belo Horizonte, entre os duros anos de 1968 a 1971.

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
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João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
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