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Brasil
03/12/2008 - 15h12

Paulinho diz que absolvição no Conselho de Ética não representa pizza

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) comemorou nesta quarta-feira a sua absolvição pelo Conselho de Ética da Câmara ao afirmar que os deputados fizeram "justiça" porque não tem ligações com irregularidades cometidas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Paulinho rebateu críticas de que sua absolvição representa mais uma "pizza" articulada pela Câmara.

"A pizza que tinha era a tentativa de me ligar à corrupção. Na ditadura militar, em que eu era militante, eles matavam os militantes, vários companheiros nossos foram mortos. Agora, eles não matam Tentem denegrir as pessoas para acabar, desmoralizar com elas. Hoje fica claro que era perseguição", afirmou.

Paulinho voltou a afirmar que o processo por quebra de decoro parlamentar, arquivado hoje pelo Conselho de Ética, foi conseqüência de uma 'armação política' provocada pelo seu histórico de lutas em favor dos trabalhadores.

"Felizmente hoje os deputados conseguiram ver a grande armação política contra mim devido ao meu trabalho no Congresso em defesa dos trabalhadores. A minha vida sempre teve um lado, dos trabalhadores. Tenho 19 parafusos na cara lutando pelos trabalhadores, tenho nariz quebrado, parte da orelha, tudo isso na defesa dos trabalhadores, em brigas com a polícia."

O deputado não acompanhou a reunião do Conselho de Ética porque participou, nesta quarta-feira, da 5ª Marcha das Centrais Sindicais --que reuniu em Brasília cerca de 30 mil pessoas. Vestido com a camiseta da Força Sindical, Paulinho retornou ao Congresso somente após o fim do julgamento no conselho.

Cercado por militantes da Força Sindical, da qual é presidente, o deputado seguiu para uma reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), na qual apresentaria as reivindicações dos trabalhadores que realizaram o ato político na Esplanada dos Ministérios.

Absolvição

Por 10 votos a 4, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou hoje o parecer que recomendava a cassação do deputado por quebra de decoro parlamentar. O relator do caso, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), disse que seu parecer se baseava em provas e fatos, não em suposições.

"O deputado se beneficiava com o esquema", disse o relator. "Estudei o processo exaustivamente e não comi na mão de ninguém, como quiseram dizer. O relatório é técnico. Não tinha o direito de manifestar politicamente. Não existem suposições, fatos e provas."

Como o parecer de Piau foi rejeitado, o Conselho de Ética escolherá agora um novo relator para assumir o caso. Paulinho é suspeito de desvio de recursos do BNDES e tráfico de influência. O deputado também responde a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua mulher.

Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, a ONG recebeu R$ 37,5 mil do conselheiro do banco estatal João Pedro Moura que foi preso sob a acusação de ser um dos principais responsáveis pelo esquema.

A Operação Santa Tereza, conduzida pela PF, desmontou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.

Votaram contra a cassação
Fernando Melo (PT-AC)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Sandes Júnior (PP-GO)
Wladimir Costa (PMDB-PA)
Efraim Filho (DEM-PB)
Dagoberto (PDT-MS)
Abelardo Camarinha (PSB-SP)
José Carlos Araújo (PR-BA)
Marcelo Ortiz (PV-SP)
Rômulo Gouveia (PSDB-PB)
Votaram pela cassação
Paulo Piau (PMDB-MG)
Moreira Mendes (PPS-RO)
Ruy Pauletti (PSDB-RS)
Solange Amaral (DEM-RJ)
Comentários dos leitores
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
GILBERTO DA SILVA (1) 20/10/2009 18h12
esses politicos nao tem o que fazer fica ai criando vagabundos... nao deixa quem quer trabalhar, fica ai fazendo lei pra criar vagabundo... se ele nao tem nada q fazer porque nao vai ver aquelas pessas q passa fome... porque nao vai ver as mordomias dos ladroes... nos q somos trabalhadores nao queremos mordomia... queremos trabalhar e ganhar nosso dinheiro... vc nao ta vendo q a china ta atacando o pais ja ja nao tem emprego aqui... ainda vem vc querer reduzir nossa carga horaria, pelo amor de deus cuida entao da sua vida e larga a do povo q vc nao serve pra cuidar nem dos cachorrinhos... eu nao quero reducao na carga horaria quero trabalhar ate mais se for preciso... mas deixa nos em paz e deixa nos trabalhar se vc nao sabe que isso... sem opinião
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Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Bolinha da Lulu (637) 16/06/2009 23h07
Caros Senhores;
Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
sem opinião
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ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ruggerio manca (29) 15/06/2009 18h21
ela e inocente , culpado sou. sem opinião
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